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Intolerante a glúten, criança quase morre por erro de escola em Ilha Solteira

 Um erro um tanto comum pelas cidades brasileiras, mas que deveria ser completamente extirpado ocorreu na manhã da última sexta, 10, na cidade de Ilha Solteira.

Daniel Cesar - fatosregionais.com
13/03/17 às 14h17
(fatosregionais.com)

 Um erro um tanto comum pelas cidades brasileiras, mas que deveria ser completamente extirpado ocorreu na manhã da última sexta, 10, na cidade de Ilha Solteira. Uma criança intolerante à lactose foi servida no horário da merenda, nas dependências da escola, com um prato de macarrão. A consequência? Uma grave crise alérgica que quase levou o menino a óbito.

 O pai contou a história em seu perfil pessoal no Facebook e explicou que este erro não deveria ter acontecido. De acordo com Elias Lopes Vieira, seu filho, uma criança de um ano e três meses, tem intolerância à glúten, proteína do leite e ovo e é acompanhado por duas médicas, uma gastropediatra.

 Segundo ele, a escola em que a criança estuda tem toda a documentação sobre o tema e que, segundo o protocolo, deve ser encaminhada pela cozinha piloto uma alimentação adequada para as crianças alérgicas.

 Elias narrou que, durante toda a semana, até a última quinta-feira, foi permitida pela escola, que pais ou responsáveis permanecessem nas dependências do colégio, devido ao período de adaptação do início do ano letivo. O primeiro dia sem a companhia dos responsáveis se deu na sexta e, por isto, a avó do menino não estava presente, como nos dias anteriores.

 Segundo ele, a avó da criança, ao longo do período de adaptação teve de ser firme e se impor para que a escola não oferecesse comida inadequada para o menino. Ele lembrou ainda que, logo no primeiro dia sem a presença da mulher, a escola serviu um prato de macarrão para seu filho e, a partir daí, o que a criança e familiares viveram foram momentos de terrores

 “Ao chegar ao Pronto Socorro, vi uma cena que jamais sairá da minha mente, por volta de uns oito profissionais debruçados à cama sobre meu filho tentando socorrê-lo”, contou Elias, em seu texto oficial sobre o tema. Ele explicou ainda que, a criança teve choque anafilático e que, nestas ocasiões, pode haver óbito por asfixia porque pode ter edema na glote.

 Após os cuidados médicos, a criança passa bem. Não houve posicionamento oficial da escola sobre o tema.

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