Para ele esse nome está estigmatizado, ligado a quem destrói e só explora. Jorge não briga com a natureza. Sua gestão rural é de harmonia e sustentabilidade. E assim também é sua seleção de nelore, que preserva a raça e que retorna à origem para salvar o que o cruzamento industrial estava destruindo.
Nakaguma tem filosofia de vida e suas ações sempre estão agarradas a esse eixo, não importa o que esteja fazendo, a arte, a produção, o meio ambiente, a caridade e o compromisso político não partidário, tudo em sua vida tem coerência com seu caráter. Tentar conhece-lo é uma tarefa difícil. Publicações como essa que acaba de imprimir, nos dão uma mãozinha para entender o quão grande pode ser um cidadão, um ser humano.
Sua atividade estaria mais próxima de “pecuarista”, com responsabilidade social, ambiental e política de fazer inveja a qualquer militante de esquerda. O curioso notar, é que em sua revolta juvenil, maravilhado com a liderança de Che, ele não perdeu o prumo.
Já era um dentista bem sucedido, quando a família o convocou para assumir as propriedades rurais da família. Como sendo tão lógico, uma pessoa pode ser tão emotiva? Jorge Nakaguma revela essa beleza da criação humana.
O livro “Jorge Nakaguma em notas e fragmentos” fala no “Sistema Integrado de Produção”. Ao mesmo tempo em que buscou o caminho agroflorestal, quando ninguém em preservação, ele conduziu a seleção do gado nelore, desenvolvendo parcerias e sendo respeitado por selecionadores famosos como José Olavo Borges Mendes, Luiz Martins Bonilha, Cesar Ciampolini Neto, José da Silva ( Dico) e Cláudio Fernando Garcia de Souza Totó.
O livro é primoroso trabalho de paciência dele, Jorge, e certamente do coordenador do trabalho, o jornalista Caio Shiomi. Nós participamos da produção do livro anterior, editado há quase duas décadas e que já revelava, da mesma forma, “fragmentos” de um cidadão excepcional e que saber quem ele é, é infinito...Parabéns Jorge. Você é uma das estrelas que orientam a humanidade. Comemoro sempre nossos encontros, onde a comunhão de ideais é inevitável.