Geral

Justiça bloqueia bens e Mário Celso Lopes é preso na Greenfield

 Além da prisão temporária de Mário Celso Lopes, decretada pela Justiça Federal de Brasília na segunda fase da Operação Greenfield, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de bens, ativos, contas bancárias e investimentos pertencentes a MCL Empreendimentos e Negócios, MCL Participações, Mário Celso Lopes, Mário Celso Lincoln Lopes e Eucalipto Brasil S.

André Guilherme Vieira e Stella Fontes - Valor.com.br
08/03/17 às 14h28
(Reprodução Internet)

 Além da prisão temporária de Mário Celso Lopes, decretada pela Justiça Federal de Brasília na segunda fase da Operação Greenfield, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de bens, ativos, contas bancárias e investimentos pertencentes a MCL Empreendimentos e Negócios, MCL Participações, Mário Celso Lopes, Mário Celso Lincoln Lopes e Eucalipto Brasil S.A.

 

 O MPF requereu também o sequestro de bens como imóveis e cotas sociais dos investigados. O objetivo é assegurar a reparação do prejuízo causado aos fundos de pensão — caso haja condenação. Atualmente o valor do prejuízo é estimado em R$ 1,7 bilhão, segundo o MPF.

 A Justiça acatou pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico, telemático referente a toda a documentação apreendida na Greenfield.  

 Mário Celso Lopes foi preso e foram realizadas busca e apreensão em seua endereços e de seu filho, Mário Celso Lincoln Lopes, sócios da Eucalipto Brasil.

 As medidas visam recolher provas de que os investigados praticaram crimes como gestão fraudulenta de fundos de pensão que realizaram investimentos no Fundo de Investimentos em Participação (FIP) Florestal. O FIP recebeu aporte de cerca de R$ 550 milhões pelos fundos de pensão Petros e Funcef e por isso é investigado. A Operação Greenfield sustenta que Mário Celso Lopes participou da constituição da Florestal S/A (atual FIP Florestal). Na época, segundo o MPF, o empresário era o principal sócio da MCL Empreendimentos e Negócios Ltda., que se aliou ao Grupo J&F Investimentos para a formação da companhia que, posteriormente, entre 2009 e 2010, recebeu aportes do Petros e Funcef.

 A suspeita é que a medida tenha sido uma articulação com o propósito de comprar o silêncio de Mário Lopes. Além disso, segundo o MPF, todas as movimentações acionárias e negociações que viabilizaram os investimentos feitos pelos dois fundos de pensão beneficiaram Mário Lopes e o filho dele.

 Eldorado O Valor entrou em contato com a MCL, uma das empresas de Lopes, e recebeu a informação de que o empresário viajou nesta manhã ao exterior e volta ao Brasil na sexta-feira. 

 O contrato de R$ 190 milhões envolve o fornecimento de madeira, equivalente a 20 mil hectares plantados, pela Eucalipto Brasil, outra empresa de Lopes. O acordo, segundo o Ministério Público Federal (MPF), foi firmado sem passar pelo crivo do conselho de administração da Eldorado, o que não feriria regras de governança. Um depois, porém, uma das cláusulas do contrato foi alterada, o que traria benefícios a Lopes, em detrimento da companhia.

 Mário Celso Lopes vendeu em junho de 2012 à J&F, holding da família Batista, a fatia de 25% que detinha na Eldorado. Lopes participava inicialmente da empresa Florestal S.A., sociedade constituída em 2005 com Joesley Batista. A empresa, então, recebeu investimentos dos fundos de pensão Petros (da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal) por meio do FIP Florestal. Em outubro de 2010, a Florestal S.A. foi incorporada pela Eldorado.

 Hoje, a J&F detém 63,59% da Eldorado (participação direta), enquanto o FIP Florestal tem 34,45% e FIP Olímpia (1,96%). Já no FIP Florestal, Funcef e Petros têm 24,75% cada e a J&P, os demais 50,5%. 

 A Operação Greenfield investiga justamente fraudes em grandes fundos de pensão.

 Há cerca de duas semanas, o presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich, e o empresário Joesley Batista encaminharam defesa ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, após o MPF ter pedido o bloqueio de bens no valor de até R$ 3,8 bilhões por descumprimento de um acordo firmado após a primeira fase da Greenfield. O MPF pede também o afastamento de toda a diretoria da Eldorado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Andradina SP
Franqueado:
FLAVIA REGINA DE AVELAR GOMES 25180990858
14.225.543/0001-11
Editor responsável:
Flavia Gomes Mtb 8.016/MG
Email: ointeriorfala@gmail.com
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.