As imagens dessa matéria são resultados de um projeto idealizado pelo repórter fotográfico Moisés Eustáquio, do Jornal Impacto, executado em cerca de trinta dias a partir da ideia lançada e com a ajuda dos parceiros Marcos Rocha e Adriano Pato.
As fotos produzidas neste início de semana, sob sol forte e muito esforço, mostram a situação atual do antigo Lagoinha Country Club, no meio do trajeto entre Andradina e o patrimônio de Paranápolis, uma área de lazer que atraia milhares de pessoas em seu apogeu, anos atrás.
Embora com várias mortes ocorridas durante seu período de glória, o clube reunia muitos visitantes nos fins de semana, refúgio de famílias inteiras, grande parte associada. E hoje, sem dúvida, faz falta aos andradinenses com poucas opções de lazer.
Tomado por algas com raízes apenas alguns centímetros abaixo do nível, o lago agoniza, mas resiste ao tempo, clamando por investimentos que podem fazer renascer a esperança de muitos banhistas e turístas.
Estrategicamente sob dois bosques de árvores, seria um “point” apropriado para se transformar num pesk-pag, como sugeriu alguém na rede social e a tendência realmente é essa.
Nada que uma boa limpeza para extração das algas, capinação, instalação de quiosques com churrasqueiras sob as árvores centenárias, serviço de lanchonete, entre outros quesitos, poderiam reativar aquele belo espaço que inclusive já foi palco de competições de motocross. Que tal um pool de empresários destemidos para encarar o desafio?
Segundo informações obtidas pelo caseiro da propriedade, a área do clube pertence a uma mulher que reside em Campinas, porém, sem recursos para investir em sua estrutura. Por enquanto, serve apenas a esporádicas caminhadas ecológicas.
“Lamentável o desperdício de um espaço desses apenas 3 km do centro urbano de Andradina”, avalia o repórter fotográfico, que na infância residia em Paranápolis e se divertia muito no clube, para onde ia a pé. "Taí uma boa oportunidade para investimento e opção de entretenimento saudável para a comunidade. As pessoas já estão saturadas de descer a subir a Avenida Guanabara sem ter onde ir", concluiu Eustáquio.