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Morre jovem de 20 anos que teve 90% do corpo queimado

 Morreu às 3h desta terça-feira (10/01/2017), Luane Caroline Silva Souza, de 20 anos, que teve 90% do corpo queimado no dia 18 de dezembro, em Potirendaba.

POTIRENDABA - regiaonoroeste.com
10/01/17 às 15h35
(regiaonoroeste.com)

 Morreu às 3h desta terça-feira (10/01/2017), Luane Caroline Silva Souza, de 20 anos, que teve 90% do corpo queimado no dia 18 de dezembro, em Potirendaba. Com a confirmação da morte da jovem, a investigação do crime fica mais difícil, segundo a polícia. De acordo com o depoimento do marido de Luane à polícia, o casal que mora no bairro Jardim das Hortênsias com a mãe do rapaz teria bebido o dia todo e começado a discutir. Em seguida Luane teria pegado um galão com álcool etanol usado para abastecer veículos e jogado no rapaz. Ele contou ainda que na discussão o recipiente com o combustível teria derramado na moça e ela então foi até à cozinha, pegou um fósforo e ateou fogo em seu próprio corpo. Luane teve queimaduras por todo o corpo e foi levada em estado gravíssimo para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde ficou internada durante 23 dias. De acordo com o Boletim de Ocorrência durante esse tempo Luane ficou sobe forte ventilação avançada, passando por hemodiálise, além de ser submetida à alta dosagem de medicamentos, mas infelizmente a jovem não resistiu. A sogra de Luane conta que ela morava com o filho dela há quatro anos e durante esse tempo falava que mataria a enteada dela e perdia a cabeça quando bebia. “Ela batia no meu filho e era bastante agressiva. No dia do ocorrido eu estava dormindo porque tinha trabalhado à noite e não vi o que aconteceu, mas eu descobri que ela já tinha tentado suicídio outras vezes tentando cortar os pulsos e até tomando medicamentos”, diz. O padrasto nega a versão da sogra dela e diz que Luane nunca tentou suicídio. “Ela era uma menina tranquila, nunca tentou suicídio”, diz o empresário Maurílio Lenci. A Polícia Civil de Potirendaba instaurou inquérito e já ouviu o marido e a mãe do rapaz. O laudo da Perícia Técnica que será anexado ao inquérito policial ainda não ficou pronto. Com a morte da jovem, a investigação do crime dificulta, segundo a polícia, pois não há testemunhas sobre o que realmente houve no dia do crime. “Eu espero que a justiça seja feita. Confiamos no trabalho da polícia e como não estávamos presentes, não temos como afirmar o que houve. Esperamos que a polícia nos traga a verdade”, finaliza o padrasto. O corpo de Luane vai ser velado no cemitério Jardim da Paz e enterrado às 17h desta terça no cemitério São João Batista, em São José do Rio Preto. Gazeta do Interior

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