O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) irá averiguar nos próximos dias a situação da Penitenciária de Lucélia, na Nova Alta Paulista, após a rebelião que durou mais de 25 horas. A decisão foi tomada após o subprocurador-geral de Justiça de Políticas Criminais e Institucionais,Mário Sarrubo, receber familiares dos presos e o vereador da capital, Eduardo Matarazzo Suplicy (PT), durante uma comissão.
O grupo apontou denúncias sobre as condições da unidade, alegando que os detentos estão sofrendo maus-tratos, não possuem atendimento médico e nem podem receber visitas de familiares ou advogados. Mulheres, mães e esposas dos sentenciados, estão acampadas em frente à penitenciária desde o dia do motim, em 26 de abril, por alegarem não saber notícias sobre as condições deles. Por meio de nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que estas informações não procedem e que nenhum preso sofreu agressão. Além disso, a SAP ressaltou que todos os detentos são tratados com respeito e dignidade, conforme determinam os padrões da pasta e que eles encontram-se bem e devidamente assistidos.