A 1ª promotora de justiça de Ilha Solteira, Luciane Antunes Magnotti, concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (29), nas dependências do novo Fórum, e falou sobre os três pedidos de prisão preventiva contra o ex-prefeito Edson Gomes, o diretor de cultura Nilson Nantes e Ueslei Jânio Severo. Os três e o ex-diretor de compras da prefeitura são acusados de associação criminosa formada para a prática de crimes contra o erário municipal, falsificação de documentos públicos e particulares e pelo uso de documento falso. Magnotti revelou que durante a apuração desses crimes, a Promotoria obteve autorização judicial para realizar a interceptação telefônica dos investigados. "Ficou muito claro que o ex-prefeito agia para aliciar os outros investigados para que as versões defensivas convergissem sempre com aquela que lhe fosse mais conveniente, também ficou comprovado que o ex-prefeito agia para orientar outras testemunhas, de outras ações em curso, de outras investigações em trâmite nessa Promotoria de Justiça e ainda que ele agia com o auxílio de Nilson [Nantes] para interferir na colheita das provas", declarou. Além dessas constatações, a promotora disse que também pesou o fato de Edson Gomes já ostentar outras duas condenações por improbidade administrativa, uma delas já mantida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Outro fator foi o prejuízo já causado pelo ex-prefeito aos cofres públicos, que já ultrapassa R$ 1,5 milhão, e as outras duas ações criminais que ainda responde. "Não havia outra medida, a não ser a prisão preventiva. O Ministério Público aguarda que o ex-prefeito se apresente à justiça em respeito e atendimento à decisão judicial que determinou a sua prisão", finalizou a promotora Luciane Antunes Magnotti.