O número de? casos de? feminicídios, crime? de homicídio? que ocorre? quando a vítima é especificamente mulher?,? cresceu 26,6% no Estado de São Paul?o? em 2018?. Os dados são da? SSP (Secretaria de Segurança Pública?)?.
?De acordo com a pasta, foram registrados 119 casos de janeiro a novembro do ano passado, ?ante? 94 no mesmo período de 2017.
Um levantamento realizado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) mostra que, em quase metade dos casos, o crime é cometido por um ex-companheiro da vítima que não aceita o fim do relacionamento.??
?"A gente vem de uma sociedade patriarcal, marcada pelo machismo, que o homem parte do princípio de que a mulher é uma propriedade, o papel dela é subalterno. Nós temos a dificuldade de superar esse machismo enraizado no mundo social", explica o sociólogo André Luiz Mattos.
?Na região, só na primeira semana de 2019, cinco casos foram registrados. Um deles foi o de Rubia Alves, de 22 anos, encontrada morta em um resort de Olímpia. A polícia acredita que o marido dela, também de 22 anos, inconformado com o fim da relação, tenha obrigado a vítima a inalar gás tóxico e depois tenha cometido suicídio.
A Promotoria analisou 364 denúncias de tentativa de feminicídios? no estado?. A pesquisa aponta que duas em cada três vítimas do crime foram mortas dentro da própria casa. Quase metade desses casos a mulher foi atingida por vários golpes ou tiros.
A promotora Valéria Scarance, que coordenou o estudo, afirma que a melhor maneira de evitar o crime é romper o silêncio, já que 96% das vítimas não tinham registrado boletim de ocorrência e nem contava com nenhuma medida protetiva para manter os ex-companheiros afastados, pois?,? para o Ministério Público, a denúncia já é uma forma de intimidar o agressor.
