Na sessão extraordinária mais longa da história da Câmara de Murutinga do Sul, com mais de seis horas de duração, realizada nesta sexta-feira 28, a maioria dos vereadores rejeitou o pedido de cassação do prefeito Gilson Pimentel e da vereadora e servidora Luciana Hernandes Duarte.
A votação ocorreu com o plenário lotado por munícipes, parte deles assentados, e servidores favoráveis à permanência dos políticos.
Votaram contra a presidente Rosalina Beccaria Calestini, José Adenilson de Souza, Adriano Humberto Nunes, Gerson Doreto e Adeildo Oliveira [Kikão]. Favoráveis: Cristiano Eleutério Silva, Nilson Xavier de Carvalho e Meires Helena Assis.
Gilson e Luciana foram alvos de CEI – Comissão Especial de Investigação e de uma Comissão Processante, por conta de contrato de prestação de serviços firmado pela vereadora, na condição de psicóloga, junto ao CIENSP – Consórcio Intermunicipal do Extremo Noroeste Paulista, na época presidido por Gilson Pimentel.
A denúncia foi assinada pelo servidor municipal de Murutinga, Antônio Corrêa da Silva alegando a incompatibilidade de horário em relação ao serviço prestado desde 2015.
Mas os advogados Jamil Fadel Kassab e Edilson Gomes da Silva deram uma aula de conhecimento em discursos na defesa de seus clientes, respectivamente o prefeito e a vereadora, a ponto de serem aplaudidos várias vezes pelo público.
Segundo eles, a CEI foi formalizada de forma errada e esteve repleta de falhas, sem ao menos dar oportunidade de defesa aos acusados. Aliás, as provas juntadas não foram capazes de comprovar atitudes ilícitas ou infrações político-administrativas de ambos por conta da flexibilidade do trabalho prestado pela psicóloga. Já o trabalho da CP recebeu elogios dos advogados.
“Apontei ao menos sete problemas na CEI, que nasceu errada e contrariando a Constituição Federal, além disso o denunciante e outras pessoas foram usadas como laranjas no processo motivado por questões políticas”, bradou Edilson Gomes, tecendo duras críticas à parte da imprensa que tentou denegrir a imagem do prefeito e da vereadora.
Segundo ele, a partir da decisão da CEI em encaminhar a denúncia ao Ministério Público a participação da Câmara estaria encerrada, "mas a motivação política falou mais alto".