A Professora Ma Cassia Regina de Avelar Gomes proferiu palestra e também participou da comissão organizadora do I Encontro de Meliponicultores da Região de Presidente Prudente. A professora é é meliponicultura urbana e integra o grupo “Abelhudos DDD 18”. Segundo ela, surgiu a necessidade de um encontro para reunir os produtores que são de várias cidades, como Penápolis, Araçatuba, Birigui e Ourinhos. “De maneira unânime prevaleceu realizar esse momento em Prudente e acionamos a Unoeste para uma parceria. Esse evento foi importante, principalmente para a transmissão de conhecimentos técnicos e a troca de experiências”, já que participaram mais de 100 meliponicultores.
Saiba um pouco mais sobre as abelhas-sem-ferrão
As abelhas-sem-ferrão pertencem à tribo Meliponina. São 52 gêneros e mais de 300 espécies identificadas com distribuição registrada para América do Sul, América Central, Ásia, Ilhas do Pacífico, Austrália, Nova Guiné e África. No continente americano, as Meliponina são mais numerosas nas florestas tropicais (mais de 60%), diminuindo em direção ao Sul do Brasil e ao Centro Norte do México .A importância dessas abelhas na preservação ambiental é indiscutível. Responsáveis pela polinização de 30% das espécies da Caatinga e Pantanal e até 90% das espécies da Mata Atlântica, o desaparecimento das Meliponina coloca em risco a flora e a fauna silvestres. A meliponicultura, criação racional das abelhas-sem-ferrão, vem demonstrando ser uma excelente alternativa de geração de renda para populações tradicionais. De fácil manejo e sem interferir no tempo a ser dedicado às demais atividades agropecuárias, a meliponicultura ainda tem a vantagem de ser bem aceita pela população. Parte dessa aceitação se deve ao fato do mel de abelhas-sem-ferrão apresentar grande valor cultural e ser normalmente utilizado para fins terapêuticos, pelas características medicinais a ele atribuídas. Além do mel, outros produtos das abelhas-sem-ferrão, como geoprópolis, pólen e cera, apresentam grande potencial como alternativa para auxiliar no sustento em pequenas propriedades rurais. Existem, ainda, muitos meliponicultores que criam abelhassem-ferrão como passatempo, explorando o mel apenas esporadicamente.
O mel das abelhas-sem-ferrão tem uma composição físico-química diferente do mel de Apis mellifera, o que lhe confere características de sabor, cor e odor diferenciados e que variam de acordo com a espécie de abelha criada e a florada da região. A produção de mel dessas abelhas também é dependente da espécie de abelha criada; em geral, quanto menor o tamanho da abelha e do ninho, menor a produção de mel. (Criação de Abelhas-sem-ferrão – Embrapa)