Os promotores de Justiça Robson Alves Ribeiro e Rafael Fernandes Viana, de Pereira Barreto, solicitaram a prisão preventiva do prefeito eleito de Suzanápolis, Antônio Alcino Vidotti por crimes de licitação, falsidade ideológica majorada e a associação criminosa. Vidotti, que já foi prefeito e venceu a eleição com 62,23% dos votos, vem enfrentando ação por atos cometidos em 2012. "Trata-se de ação penal aforada em face de Antonio Alcino Vidotti e outros réus, pelos delitos por eles cometidos, devidamente descritos na exordial acusatória, pela prática de incontáveis crimes de licitação, falsidade ideológica majorada e associação criminosa, tudo em concurso material", justificam os promotores, citando que o "feito segue seu regular andamento, mas há modificação da situação de fato do acusado Antonio que forçam a decretação de sua prisão preventiva". "O acusado foi, nesta data, diplomado para o exercício do mandato de Prefeito Municipal da cidade de Suzanápolis, para a Gestão de 2017-2020. Assim sendo, a partir de 01 de janeiro de 2017, ele retorna ao posto de Chefe do Poder Executivo local, onde, ao menos no ano de 2012, praticou uma enormidade de atos ímprobos e criminosos - estes, tratados nesta sede - maculando princípios constitucionais, o erário municipal e provavelmente enriquecendo a si e a terceiros - o que se discute em quase duas dezenas de ações civis públicas de improbidade, também em curso nessa 2ª Vara Judicial", acrescentam os promotores. "Tolerar o seu retorno, sem qualquer providência cautelar, à cadeira de alcaide é permitir a formação do mesmo ambiente em que ele e os demais réus agentes públicos desta ação penal tinham no último ano de mandato, para realizar toda a sorte de crimes e condutas que ignoraram o interesse público e apenas prestaram à satisfação de seus objetivos egoísticos e ilícitos. Não é demais destacar que apenas em razão dos fatos aqui vertidos, o réu Antônio responde, além da presente ação penal, a 19 ações civis de improbidade", justificam. De acordo com os promotores, o réu ainda que afastado do cargo, poderá exercer sua inegável influência sobre os demais agentes públicos que tomarão posse com a nova gestão, o que reforça a necessidade da medida mais drástica. "Nesta linha, horas depois da diplomação, aportou o Ofício nº 229/2016 da Prefeitura Municipal de Suzanápolis (em anexo), em que os atuais responsáveis pela Comissão Processante (atinentes aos demais réus ex-agentes públicos desta ação) externam fundado receio de que provas se percam com a gestão do futuro Prefeito, além de relatar toda a sorte de expedientes escusos utilizados para retardar os processos administrativos", concluíram os promotores ao requererem a decretação da prisão preventiva de Antônio Alcino Vidotti. A justiça não se manifestou sobre o pedido.