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Quando o esporte encontra experiências imersivas de visualização em AR

Na era digital, dedicamos tanto do nosso tempo livre conectados a roteadores e fixados em telas que é desafiador lembrar como era a vida na era analógica.

H+ Andradina
23/10/23 às 21h16
(XR Expo em unsplash.com)

No que diz respeito aos esportes, embora agora sejam mais transmitidos por streaming do que por sinal aberto tradicional, a experiência de assistir televisão ao vivo teve poucas mudanças ao longo das últimas cinco décadas.

Sim, é possível retroceder a ação, visualizar os momentos marcantes do jogo e explorar vários ângulos de câmera, mas tudo isso parece mais como extras. O que certamente não escapou à nossa percepção é que a visão principal do campo, quadra, pista de corrida, entre outros, permaneceu praticamente inalterada. A clareza da imagem evoluiu, sem dúvida, mas o ângulo de visão manteve-se em grande parte estático. No entanto, isso está prestes a mudar...

Um novo paradigma de visualização para esportes ao vivo está surgindo
A Realidade Aumentada (RA) é uma fusão inteligente dos mundos real e virtual, permitindo que os elementos de cada um interajam e se complementem. Talvez você tenha experimentado isso com o fenômeno virtual que foi o Pokémon Go alguns anos atrás, e em breve estará cada vez mais presente no universo dos esportes ao vivo, caso algumas das principais empresas de tecnologia alcancem seus objetivos. A questão não é se a mudança é possível, mas quais esportes serão os mais beneficiados.

A RA trata de oferecer uma experiência de visualização mais imersiva e realista, fazendo com que você se sinta inserido na ação. Ao se imaginar fazendo parte da multidão na final da Liga dos Campeões ou da Copa do Mundo, você começa a ter uma noção de para onde essa evolução está caminhando.

AR e esportes de combate 
Ultimamente, rolou uma baita luta de boxe no metaverso, onde o lendário Roy Jones Jr. encarou um influenciador fitness com uma legião de seguidores. Mesmo que fosse um embate meio esquisito se eles tivessem se enfrentado cara a cara na vida real, a jogada do metaverso e o arsenal de AR que veio junto trouxeram uma vibe totalmente nova. Agora, você pode ver lutadores de todas as idades, níveis de habilidade e histórias de luta se enfrentando sem nenhum risco para uma audiência global. Com certeza, é algo para se ligar quando pensamos em como a AR pode transformar não só como competimos, mas também como curtirmos e absorvemos o esporte de elite.

A paixão de Mark Zuckerberg pelas artes marciais mistas em geral, especialmente com a marca UFC, tem sido o papo quente que alimenta os boatos de uma luta épica com Elon Musk. Mesmo que essa possibilidade seja meio que um sonho que talvez nunca aconteça, só o fato do chefão da maior plataforma de metaverso do planeta ser fissurado em esportes de pancadaria já chama a atenção.

Quando falamos de combates de esportes de combate realmente universais na era da realidade aumentada, um ponto crítico é a ausência de sensores adequados para pernas e corpo inteiro neste momento. Capturar e integrar movimentos de braços e mãos é relativamente tranquilo, por isso o boxe tem se destacado nessa área. No entanto, como incorporar os elementos de agarrar das artes marciais mistas quando a outra pessoa está do outro lado do mundo e, presumivelmente, não consegue sentir o peso do adversário?

RA e Revolução nos Estádios: Uma Nova Dimensão para os Esportes
Imagine curtir a NFL como se estivesse nas alturas da arquibancada, pegar virtualmente bolas de home run no estádio de beisebol e sentir as vibrações do chão quando rola um try no rugby. Essas são apenas algumas formas de como a Realidade Aumentada (RA) pode transformar a experiência de assistir aos esportes nos estádios, como futebol americano, beisebol e rugby.

A visão estática e a habilidade de captar a energia da multidão na vida real são super vantajosas quando se fala de integrar a RA nesses esportes. Imagina só uma experiência completa de RA, onde os gritos, cantos e até as lamentações dos torcedores no metaverso são transmitidos para a galera que está lá de verdade. Isso transformaria cada grande evento esportivo numa celebração verdadeiramente global.

E quanto aos esportes que não combinam tanto com a RA?
Pensa só nos esportes onde os atletas se jogam por áreas gigantes, sem ficarem presos num campo ou quadra. As corridas de esqui são um bom exemplo para entender. Mesmo com uma galera animada lá embaixo nas arquibancadas, a visão de casa é mil vezes melhor porque a câmera pode chegar pertinho e seguir os esquiadores. Muito do que rola lá no topo da montanha fica escondido pelas curvas e reviravoltas da pista, então quem tá na frente já assistiu boa parte do rolê numa telona. Nesse caso, meter realidade aumentada na parada provavelmente não vai dar aquele boost.

No ciclismo de estrada, rola a mesma vibe, um esporte que atrai uma galera gigante nas grandes voltas. Mesmo sendo irado sentir a adrenalina de ver o pelotão passar que nem um raio a mais de 65 km/h, é só um flash numas 3 a 6 horas de puro rolê sem parar. Se sentir como se estivesse na beira da estrada com a realidade aumentada não chega nem perto da sensação de estar na linha de frente que você pega na sua telinha. Com certeza, a realidade aumentada não vai abalar tão cedo a forma como a gente curte o Tour de France.

E como será o futuro?
A forma como a galera curte o tempo livre tá acelerando, principalmente por causa das novas ondas de conteúdo que tão chegando para gente. Os esportes estão prestes a virar de cabeça para baixo com a revolução da realidade aumentada, os jogos tradicionais tão se reinventando com paradas tipo bingo e xadrez online na liderança, e as festas de streaming tão trazendo um jeito mais flexível de aproveitar o rolê do cinema. Se juntar todas essas paradas, dá para esperar que as fronteiras entre os meios mais antigos e a experiência de estar lá, por um lado, e a realidade aumentada e a interação online, por outro, vão ficar cada vez mais borradas.

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