Na última sexta-feira 9, foi realizada na Santa Casa de Andradina, a captação de múltiplos órgãos por uma equipe do Hospital de Base de São José de Rio Preto, juntamente com a Comissão Intra-Hospitalar de Transplante (CIHT) da instituição.
Por meio desse trabalho, várias vidas renascerão e ganharão esperança de melhor qualidade de vida, são pessoas que não sentirão mais dores e sofrimentos pelos leitos hospitalares no Brasil.
Doação no Brasil
De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, a doação de órgãos é um processo trabalhoso e delicado que depende da confiança da população no sistema e do comprometimento dos profissionais de saúde no diagnóstico de morte encefálica. O Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes. Para que os médicos continuem salvando vidas é preciso que as doações de órgãos também continuem acontecendo.
O papel das famílias numa hora tão triste
Mesmo em um momento de muita dor, tristeza e sofrimento, a família através de um ato de amor e humanidade, consentiu esse ato tão nobre que é a doação de órgãos. É uma situação delicada, pois são as famílias que decidem ou não pela doação dos órgãos dos parentes num momento muito difícil. Por isso, a abordagem dessas famílias, por parte das equipes de captação, tem que ser feita com muito cuidado. A família precisa se sentir acolhida e atendida neste momento para ter todo o processo de doação.
A espera por um órgão
O Brasil tem atualmente trinta e duas mil pessoas à espera de um transplante. É uma luta contra o tempo para renovar uma vida. Muitas barreiras são encontradas durante esse processo, entre elas, a dor da família que perdeu uma pessoa amada é a distância que muitas vezes separa o doador de quem precisa daquele órgão.
Existe uma fila única, nacional, organizada de acordo com a gravidade dos pacientes. Ela obedece, porém, a critérios regionais. Isso significa que, se um órgão fica disponível no São Paulo, por exemplo, buscam-se doadores no mesmo estado e em locais próximos. Se não for encontrado um potencial receptor nesses limites, o órgão será disponibilizado para pacientes da lista nacional.
Os órgãos mais comumente transplantados são: coração, fígado, pâncreas, dois pulmões e dois rins. O prazo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor varia para cada um deles.
Agradecimentos da equipe Santa Casa de Andradina
A CIHT da Santa Casa de Andradina, durante a entrevista, agradeceu em primeiro lugar a família por essa nobre decisão, e também a toda equipe da unidade de terapia intensiva, que, segundo eles, teve muito amor, cuidado e dedicação durante o período de internação. Eles também agradeceram a toda equipe médica, ao Hemocori, centro cirúrgico, e a todos os demais profissionais envolvidos.