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Ribas do Rio Pardo é o local mais viável para a instalação de uma fábrica de celulose na América do Sul

A frase é de Mário Celso Lopes, advogado e empresário, que não tem dúvida que a unidade será construída

painelflorestal.com.br
24/11/16 às 10h42
Da esquerda para a direita: Mário Celso, Paulo Tucura, Roberson Moureira e Luiz Dutra (painelflorestal.com.br)

 Crise econômica, efervescência política e insegurança jurídica. São esses os três fatores que estão postergando a construção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, município localizado a 86 quilômetros de Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul.

 O idealizador deste projeto, o empresário e advogado Mário Celso Lopes, admite que o momento é difícil, mas o pior já passou.

 "Na minha vida não tem empreendimento que comece e não termine", disse Mário Celso, fazendo uma alusão sobre a futura fábrica de celulose de Ribas do Rio Pardo.

 Para ele, após o anúncio de expansão da Fibria e Eldorado Brasil em Três Lagoas, o município tornou-se, hoje, o local mais viável para instalação de uma fábrica de celulose não somente no Estado do Mato Grosso do Sul, nem em todo o Brasil, e sim em todo o continente sul-americano.

 E motivos não faltam: melhores condições edafoclimáticas e processo de logística favorável nos modais rodoviário e ferroviário.

De acordo com Mário Celso Lopes, o licenciamento ambiental já está aprovado, assim como as parcerias com o governo federal para a obtenção de recursos financeiros, seja pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), além de linha crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Esta semana, Mário Celso encontrou-se Paulo Tucura e Luiz Dutra – chapa vencedora na disputa pela prefeitura de Ribas do Rio Pardo. Durante o encontro em Andradina (SP), articulado pelo ex-prefeito Roberson Moureira, Mário Celso recebeu uma boa notícia de Paulo Tucura: o apoio de toda a bancada federal do Estado para a instalação desta fábrica em Ribas do Rio Pardo.

 "Sabemos como Três Lagoas, hoje capital mundial da celulose, se transformou economicamente com as fábricas. Temos a certeza que com Ribas do Rio Pardo será um processo vitorioso", disse Paulo Tucura.

 Para Mário Celso, a partir do local da fábrica há um raio superior a 100 quilômetros com eucalipto já plantado em terra plana. "A rodovia – a BR-262 - é na porta da fábrica e no projeto a ferrovia terá um ramal de dois quilômetros dentro da unidade industrial. 

 O licenciamento ambiental já está aprovado. A Celulose Rio Pardense e Energia (CPRE), holding criada para tocar o projeto, continua firme na busca por recursos da iniciativa privada - tanto do Brasil, quanto no exterior.

 O otimismo relativo à construção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo voltou a crescer depois que a Frente Parlamentar de Silvicultura (FPS), hoje presidida pelo deputado federal Newton Cardoso Junior (PMDB-MG), anunciou que as negociações em torno da flexibilização do parecer da Advocacia Geral de União (AGU), que restringe a compra de terras por estrangeiros, voltaram a avançar. 

 O secretário executivo da FPS, Aldo De Cresci Neto, informou durante o 4º Encontro Painel Florestal de Executivos realizado no fim de outubro, em São Paulo, que há entendimento entre a Câmara, o Senado e a AGU, além do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

 Na ocasião, Decresci disse que em caso de aprovação do projeto de lei, cerca de R$ 150 bilhões em investimentos represados sairão do papel. Uma parte destes recursos será investida no Mato Grosso do Sul, embora – como a própria FPS diz –"ainda não dar para afirmar quando tudo isso acontecerá".

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