O prefeito de Guaraçaí Nelson Tanaka começou transformar suas declarações de palanque em atos concretos. Ele já deu ordem para a direção do SAEG – Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guaraçaí para que determine a cobrança da taxa de esgoto das três maiores agroindústrias do município.
Durante mais de 10 anos essas empresas estiveram isentas dessa taxa, apesar de segundo o atual presidente da empresa Roberto Sekyia, existir uma lei que autorize essa cobrança, mesmo quando o cliente não é consumidor de água da rede pública.
Essas agroindústrias que trabalham com leite e frutas, utilizam grande quantidade de água em seus processos produtivos. Por isso, todas elas perfuraram seus próprios poços semi-artesianos e não fazem uso da água na Prefeitura.
Mas, segundo o prefeito Tanaka, elas despejam seus esgotos na rede pública. A justificativa que até hoje foi aceita, é que o esgoto é cobrado sobre aproximadamente 50% do consumo de água. Como as indústrias não consomem água pública, deixaram de recolher a taxa do esgoto.
No entanto, a prefeitura segundo o prefeito está precisando de dinheiro e não pode abrir mão dessa expressiva colaboração, pois a SAEG que é uma autarquia pública, precisa de recursos para restaurar e ampliar redes de esgoto, fazer a manutenção das lagoas, plantar árvores para pagamento ambiental e, no entanto, não existem recursos suficientes.
A reportagem do jornal Noroeste Rural encaminhou pedido de explicação do fato para a diretoria da Indústria Pura Polpa, mas até o fechamento da edição ainda não havíamos obtido resposta. Alguns vereadores já procuraram a sede da autarquia para informar que a cobrança do esgoto poderá fazer as empresas demitirem funcionários.
As empresas receberam recentemente ofício da Prefeitura comunicando que pretende instalar hidrômetros para registrar o consumo da empresa com seus poços e a partir daí expedir a fatura do esgoto.