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Veterinário da CATI identifica casos de raiva bovina em Andradina

 Há um mês a Casa da Agricultura de Andradina investiga a raiva em bovinos.

 Noroeste Rural -  Antônio José do Carmo
01/09/16 às 07h18

 Há um mês a Casa da Agricultura de Andradina investiga a raiva em bovinos. A notícia está no site da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral. 

Procurado por dois produtores intrigados com o comportamento de duas novilhas em suas propriedades, que estavam com dificuldades no andar e haviam se afastado do rebanho, o médico veterinário Josué Fermino dos Santos, assistente agropecuário da CATI Regional Andradina, fez uma visita às propriedades e logo constatou o problema. 

 “Com base no relato da presença de morcegos hematófagos (Desmodus rotundus) e no exame clínico dos animais, houve a suspeita de raiva bovina. Solicitei ao proprietário que mantivesse o animal isolado, com alimentação à base de capim e água, e que tomasse as medidas e os cuidados para não tocar nas secreções e excreções”, esclarece o veterinário, informando que, no mesmo dia, o Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Andradina foi notificado da suspeita. “Como a raiva é uma enfermidade viral infecciosa, de notificação obrigatória, invariavelmente fatal, que afeta o sistema nervoso central de pessoas e de quase todas as espécies de mamíferos domésticos e silvestres, além da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), foram notificados o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Andradina, para que sejam adotados os procedimentos cabíveis”. 

Com base na suspeita de raiva feito pelo veterinário da CATI e após atestados positivos pelo Instituto Biológico IB (nos dois casos foram colhidos fragmentos de órgãos internos e encaminhados ao Centro de Pesquisas e Desenvolvimento de Sanidade Animal Laboratório de Raiva, do IB), estão sendo adotados procedimentos de Defesa Sanitária Animal e Saúde Pública nas propriedades dos focos e perifocos. “Todos os cães e gatos das propriedades envolvidas foram vacinados contra raiva pelo CCZ”, salienta Josué, dizendo que na região do foco e perifoco foi recomendada a vacinação contra raiva de todos os animais suscetíveis e aplicação de reforço após 30 dias. 

Em meados de julho, a equipe de combate à raiva da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, fez uma busca de possíveis abrigos de morcegos em um raio de 10km, a partir dos focos. “As propriedades do perifoco estão sendo notificadas sobre a ocorrência de raiva na região e a recomendação para vacinação dos rebanhos contra raiva. 

Para o controle, havendo sinal de mordedura de morcego em algum bovino, será recomendada a aplicação da pasta de warfarina (anticoagulante) ao redor da ferida, que leva o morcego à morte por ter hábito de se limpar em grupo na colônia”, salientou o veterinário.

 Diante dos fatos verificados, o médico veterinário Carlos Hajime Kawatani, diretor da CATI Regional Andradina, avalia que o ocorrido serve de alerta aos médicos veterinários e auxiliares da área, tanto da CATI como da CDA, que atuam a campo ou possam ser expostos a riscos, os quais devem estar vacinados contra raiva e com título protetor adequado (imunidade), vacinação antitetânica em dia, orientar os produtores para que apenas pessoas habilitadas e com o título protetor manipulem animais com sintomas neurológicos. (Noticiário da CATI-SP)

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