Política

CP contra prefeito e vereadora pode entrar hoje na Câmara

O funcionário público municipal Antônio Correia, o popular “Tarzan”, protocolou na Câmara Municipal de Murutinga do Sul o pedido de instalação de Comissão Processante contra o prefeito Gilson Pimentel (PSDB) e a vereadora Luciana Hernandes Duarte (PSDB).

Murutinga do Sul - Redação - Hoje Mais Andradina
29/04/19 às 17h33
(Arquivo Ciemsp)
(divulgação)

O funcionário público municipal Antônio Correia, o popular “Tarzan”, protocolou na Câmara Municipal de Murutinga do Sul o pedido de instalação de Comissão Processante contra o prefeito Gilson Pimentel (PSDB) e a vereadora Luciana Hernandes Duarte (PSDB). O pedido é baseado no relatório de Comissão Especial de Inquérito que apurou denúncias de irregularidades envolvendo os dois.

 

O pedido de CP pode ser apreciado nesta segunda-feira (29) e resultar em cassação do mandato do prefeito e da vereadora. A CEI apontou indícios de crime de responsabilidade e lesão ao erário público. Oito vereadores assinaram o pedido, ficando de fora apenas a vereadora citada.

 

A Denúncia

Segundo o pedido, a vereadora, que é funcionária concursada da Prefeitura de Murutinga do Sul estava prestando serviços ao Consórcio Intermunicipal do Extremo Noroeste Paulista (Ciensp), órgão do qual o município de Murutinga do Sul é integrante. O prefeito Gilson Pimentel na época era presidente do consórcio e também prefeito de Murutinga, por isso não tinha como negar conhecimento sobre a irregularidade.

A psicóloga foi aprovada em concurso para jornada de 40 horas semanas. Desde 2015 a psicóloga passou a prestar serviço também no Ciensp, que tinha sede em Andradina, em horário que deveria estar em Murutinga.

Essa será a primeira comissão proccessante votaa na história de Murutinga (Fabiano Marinho)


No portal da Transparência da Prefeitura de Murutinga constava que o salário da psicóloga é de R$ 2.284,70. No entanto, pelo Ciensp, até maio de 2018, ela faturou R$ 17.167,70 como pessoa física. Mas no Portal da Transparência do Consórcio aparece R$ 4,2 mil para empresa criada pela psicóloga. Ou seja, neste ano pelo consórcio ela faturou  R$ 21.367,70.

No portal da transparência do Ciensp, em 2019, consta que Luciana já recebeu R$ 16,4 mil (R$ 4,1 mil por mês), referente a consulta psicológica. Já no portal da transparência da Prefeitura, seu nome figura na relação de servidores com salário até março (último mês postado).

Os vereadores encaminharam o relatório para o Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas. (Com Antônio Crispim/Lr1)

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