Política

Messias tomará posse em terceiro mandato frente ao PT. ´Um ano de reconquistas´

Partido aposta na tradição para agitar os bastidores de 2020 em Andradina

Hugo Leonardo - Redação Hoje Mais Andradina
15/01/20 às 10h54
(foto: Cleber Carvalho)

No próximo domingo (19), às 9:00, toma posse o novo diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Andradina. O partido apresenta uma nova formação, com quadros relevantes da política local tendo à frente Manoel Messias de Almeida.

O PED (Processo de Eleições Diretas do PT) ocorreu no mês de setembro apresentando a tendência união entre as correntes internas do partido.

A escolha de Messias se deu pela experiência para representar o partido no período de eleições. Messias já presidente do partido e ocupou cargos dentro do Governo de Andradina, entre eles a Secretaria de Governo e Secretaria de Esportes. Atualmente está lotado na Secretaria de promoção à Cidadania.

Experiência

Messias é apontado como o grande responsável pela relação direta entre Andradina e o Governo Federal, na era PT. Esse relacionamento foi fundamental para uma guinada em relação a cidade após a posse do prefeito Jamil Ono em 2009. Os investimentos foram milionários além de programas sociais e a vinda de infraestrutura em todas as áreas. Nunca a relação entre poderes tão distintos foi tão próxima quanto no governo atual.

Vale recordar que esse tipo de relação nem sempre foi assim e a cidade de Andradina pouco ouvia falar de investimentos com recursos federais. Foi necessário uma mudança de postura e gastar muita sola de sapato para ter as portas de Brasília aberta para o Governo de Andradina. Neste processo, uma figura fundamental foi a do então Secretário de Governo Manoel Messias de Almeida, como o maior porta voz do governo municipal em Brasília.

Dentro do Governo de Andradina Messias já cumpriu outras funções estratégicas, entre elas a de Chefe de Gabinete, Ouvidor, Coordenador de Assuntos Estratégicos e Secretário de Administração. Messias é testemunha ocular e participativa em todos os eventos que levaram a construção deste governo, responsável por uma mudança radical na cidade.

A inspiração

Messias é natural de Andradina e filho do herói brasileiro e grande líder espiritual da cidade Euphosino de Almeida e de Manuela Rocha de Almeida. Ele é o caçula entre sete filhos. Na figura do pai, o grande exemplo, uma pessoa que acompanhou desde que se entende por gente. “Ele era aquela pessoa bastante espirituosa, bastante religioso, sempre se referindo a Deus. É assim que todos se lembram dele. Ele me dizia que quando foi pra guerra (2ª grande guerra) ele rezava todos os dias para o fim do terrível campo de batalha que encontrou na Itália. Mesmo com dúvidas se voltaria vivo, sua fé pedia o fim daquele sofrimento. Quando voltou ao Brasil se converteu ao Kardecismo e de cada dez palavras que dizia oito se referia a Deus. E que Deus era bom, graças a Deus”, lembra Messias.

Na relação com o pai, Messias aprendeu o quanto era necessário ser humilde e pregar o amor e a paz em todos os atos. A casa estava sempre cheia. Pessoas de vários seguimentos da sociedade que o procuravam para uma oração, palavras de conforto e conselhos. “Fossem ricos ou pobres, ele estava ali levando aquela palavra de fé e esperança, fazendo as orações dele e essa é a referência do meu pai que eu tenho. O meu grande exemplo”, cita.

Mesmo jovem o debate de ideias dentro de casa o atraía. Em 1980 Messias começa a ter uma vida mais voltada a questões políticas, sindicais, com sua mudança para Brasília, à trabalho.  Ele saiu de Andradina ao lado do amigo Edval Antônio Arsênio (JA Peças), a quem tem como um irmão. “Desembarcamos em Brasília e fomos morar no apartamento da tia de Edval, Páscoa Morretti, que foi mais que uma mãe para gente. Ela era Funcionária dos Ministérios e praticamente nos ensinou como “andar” em Brasília. Foi um momento muito feliz”, lembra.

A chegada a Brasília, em plena Ditadura Militar, foi um momento de despertar para Messias. “Lembro de ter estado na catedral da cidade em uma missa com a presença do presidente, o General João Batista de Figueiredo, aquele cidadão de perna torta que andava parecendo um peão (risos)”, lembra.

Na época, apesar de estar em sindicatos e de participar de outras ações como a do Movimento Negro Unificado, Messias ainda não era filiado a nenhum partido. Messias só conheceu o Partido dos Trabalhadores quando voltou à Andradina e teve afinidade com as ideias do partido desde então, filiou-se e foi até presidente por outros dois mandatos, e no segundo deles marcado pela eleição de Jamil. Em sua atuação política Messias é reconhecido por uma postura “não-radical” e 100% inclinada ao diálogo.

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