A ética é o conjunto de valores morais que orienta uma pessoa ou grupo de indivíduos. É o pensamento ético que busca avaliar, ou julgar, o comportamento humano, com a finalidade de dizer o que é certo e errado na sociedade.
Esse foi o ponto de partida da entrevista com o professor e palestrante Clóvis de Barros Filho, que esteve em Araçatuba (SP), nesta segunda-feira (7), participando da abertura das semanas acadêmicas 2019 do Unitoledo. Ele recebeu a reportagem do Hojemais Araçatuba e falou sobre a ética na comunicação e trabalhos realizados com parcerias.
Barros Filho tem mais de 20 livros publicados, como o best-seller A vida que vale a pena ser vivida , com Arthur Meucci, Ética e Vergonha na Cara! , com Mario Sergio Cortella, Felicidade ou morte , com Leandro Karnal, O que Move as Paixões , com Luiz Felipe Pondé, e um dos mais atuais, A Monja e o Professor , com a monja Coen Roshi.
É doutor e livre-docente na ECA-SP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo). Tem mais de 30 anos de experiência na área acadêmica e 10 anos como palestrante e consultor de empresas.
Ética e comunicação
Não há nada na vida de um homem que não possa ser interpretado como comunicação. Basta que tenha alguém, e alguém olhando, já temos comunicação. Impossível não comunicar. Então, eu diria que sendo assim, a ética na comunicação se confunde com a própria busca de uma convivência mais justa.
Acho que nosso País, como em outros países, o que a gente está tentando melhorar. Os canalhas, as mazelas morais, os mentirosos, os enganadores, os que humilham os outros, iludem, sempre existiram. Mas eu tenho impressão que nunca, em outros tempos, houve tanta consciência disso, do mal que eles fazem. Então eu penso que há uma melhora.
Esperança
A esperança é fácil. É só imaginar alguma coisa que não existe ainda. O ideal seria mais do que a esperança, porque a esperança está na falta; o ideal seria concretizar alguma coisa de melhor.
Parcerias
O Pondé, Karnal e Cortella são professores como eu. Então é um trabalho entre colegas. A monja (Coen Roshi), diferentemente de nós quatro, é monja. Nós somos profissionais da didática, da explicação, a monja é uma profissional, digamos assim, da elevação espiritual, da preparação da alma. É outro mundo.
Todos agregaram muito, mas a monja é talvez a pessoa mais especial que eu já tenha conhecido. E o critério de avaliação não é o mesmo que você usa para avaliar professores. A monja é uma pessoa que pensa sobre a vida e, sobretudo, vive aquilo que pensa mesmo. O objetivo dela não é propriamente ensinar. O objetivo dela talvez seja preparar pelo exemplo. Então é outra proposta.
Se eu disser que sou fã da monja é pouco. Uma admiração infinita por ela, pelo o que ela representa e pela maneira como ela vive. Eu tive a oportunidade de conhecer um pouco depois do trabalho realizado, pela maneira como ela vive. Ela é incrível mesmo.