Manutenção
A entidade sobrevive há alguns anos por meio de doações (regulares ou não) e promoções realizadas com ajuda de voluntários. A maioria das captações é feita pelo telemarketing, que chega a atingir, no máximo, R$ 14 mil por mês. No entanto, a Aadefa precisa de pelo menos R$ 20 mil para se manter. A diferença é complementada com eventos – bingo, chás, bazares, almoços, jantares, etc., ao longo do ano.
Do custo mensal, cerca de R$ 9 mil são pagos mensalmente referentes a parcelamentos de dívidas que se arrastavam há anos. Antes de assumir a entidade, segundo Bernadete, a dívida era de aproximadamente R$ 500 mil, valor que foi totalmente renegociado.
Comas
Apesar de hoje possuir as certidões negativas, o que permitiria receber verbas públicas, a entidade não possui assistente social com vínculo empregatício (não pode ser voluntário), exigência para o registro no Comas (Conselho Municipal de Assistência Social). Sem o registro, não consegue receber recursos.
“Fui ver a possibilidade de fazermos a operação da Nota Fiscal Paulista, mas não podemos porque precisa do registro. Fizemos uma campanha para doação do imposto de renda à entidade por meio do FMDCA (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), mas não podemos receber porque também exige o registro. Hoje não temos condições de pagar uma assistente social”, afirma Bernadete.
A sorte, segundo a presidente, é que a Aadefa não paga aluguel, pois o prédio é próprio. “No mês passado, a conta de energia elétrica foi paga pelas senhoras rotarianas. E todo mês é assim, ficamos pedindo ajuda para um serviço que é público”, desabafou.
A entidade
Com 38 anos de atuação, a Aadefa foi reconhecida como de utilidade pública em 1986 pelos serviços prestados para deficientes, de ambos os sexos. No local são oferecidas sessões de fisioterapia e hidroterapia, além de auxílio aos pacientes, como encaminhamento médico e odontológico.
Quem puder contribuir com a entidade, com computadores ou qualquer quantia em dinheiro, basta entrar em contato pelo telefone (18) 3117-7430, ou fazer depósito em conta bancária (banco 237, agência 0110/Araçatuba, conta 0081028-2).
A partir de segunda-feira (13), a entidade venderá pizzas, no valor de R$ 25 para ajudar nas despesas. A data de entrega ainda será definida.
Serviço
A entidade está localizada na rua Amazonas, 745, Jardim Paulista, em Araçatuba (SP). O telefone é o (18) 3117-7430.
