Cotidiano

Alunos de escola de Araçatuba desenvolvem projeto sobre literatura de cordel

Manifestação cultural típica do Nordeste do Brasil consiste na produção de uma poesia popular em forma de folheto

Da Redação - Hojemais Araçatuba
25/06/23 às 10h43
Alunos puderam escrever seus próprios cordeis (Foto: Divulgação)

Alunos do 5º ano do ensino fundamental da escola municipal Prof.ª Maria Adelaide Camargo Cardoso, de Araçatuba (SP), participaram de um projeto liderado pela professora Andréa Luciane Anastácio Mian, com a temática alusiva aos festejos juninos e a literatura de cordel.

“Os alunos ficaram muito entusiasmados por conhecer um pouco mais sobre a literatura de cordel, manifestação cultural típica do Nordeste do Brasil, que consiste na produção de uma poesia popular em forma de folheto, impressa em papel simples e vendida em feiras livres, mercados públicos e na frente de igrejas”, afirma a professora.

Ela conta que os folhetos, muito presentes ainda em várias cidades nordestinas, principalmente, contêm histórias, lendas, contos populares, crônicas, e outros temas. “Como os folhetos são, originalmente, pendurados em cordas para que os passantes possam lê-los ou até mesmo comprá-los, a forma literal ganhou o nome de cordel”, explica.

Temas

Ainda de acordo com a professora, os principais temas abordados nos cordéis são o amor, a seca, os cangaceiros, a religião e as críticas sociais. Ela acrescenta que os alunos se sentiram verdadeiros cordelistas, nome dado aos poetas autores das obras.

A diretora da escola, Lilian Breviglieri, elogiou a iniciativa da professora e o engajamento de todos os alunos. “Trata-se de uma forma lúdica e muito participava para estimular a alfabetização e desenvolver a habilidade de escrita dos alunos”, disse.

Cordelista

A aluna cordelista, Ana Luiza Mendes de Souza, 10 anos, escreveu seu cordel sobre as coisas que toda criança já fez. Escreveu ela:

“Toda criança já sentiu medo (...) se escondeu debaixo do cobertor (...) já fez xixi na cama (...) já viveu uma aventura quando estava brincando (...) já inventou uma história (...) já foi criativa, usando papel, plástico, cascalho (...) já se machucou e ganhou um beijo da mamãe para sarar (...) já recebeu um carinho na cabeça (...) já brincou de carrinho ou boneca. Todo o adulto já foi uma criança e toda criança será um adulto”. 

Os trabalhos dos alunos ficaram expostos no pátio da escola para que os demais alunos da escola municipal pudessem apreciá-los, sentindo-se, por um dia, autores, cordelistas.

Foto: Divulgação
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