O médico proctologista Merchides Toniolo Júnior, 54 anos, recebeu alta do Hospital Unimed Araçatuba (SP) nesta terça-feira (28), após 126 dias de tratamento em função da covid-19. Morador em Guararapes, ele é o paciente infectado pelo coronavírus que mais tempo passou internado em Araçatuba desde o início da pandemia.
O médico deixou o hospital acompanhado da esposa e de duas filhas e passou por um corredor formado pela equipe médica, de enfermagem e demais profissionais da instituição, na qual também trabalha.
Antes de deixar o prédio, ainda de cadeira de rodas, por questão de segurança, ele recebeu um certificado da equipe, entregue por uma funcionária dizendo que havia sido um prazer poder cuidar dele.
“É com muita alegria que compartilhamos com vocês uma notícia muito especial! Na manhã de hoje, um paciente de 54 anos recebeu alta para casa depois de 126 dias de internação devido à Covid-19, sendo 61 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 60 em ventilação mecânica”, informa nota divulgada pelo Hospital Unimed Araçatuba.
Drama
Toniolo Júnior deu entrada no Hospital Unimed no final de março com sintomas de covid-19, teve o diagnóstico positivo e foi encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), intubado e mantido em ventilação mecânica.
Ao completar 30 dias de internação, o Hojemais Araçatuba publicou matéria informando que familiares e colegas de profissão pediam orações pela recuperação dele.
Na ocasião, a diretora administrativa do hospital, Vilma Neri Shinsato, contou ao radialista Marco Serelepe, no programa Jornal de Verdade, da rádio Cultura FM, que ele era o paciente mais antigo em tratamento no hospital e o caso era considerado delicado.
Praticamente um mês depois, em 27 de abril, Toniolo Júnior foi transferido da UTI para um leito de isolamento para dar sequência ao treinamento.
Violada
Somente no último dia 10, ele deixou o quarto pela primeira vez e foi presenteado com uma “violada”, ideia que surgiu durante as terapias de fonoaudiologia e fisioterapia.
Segundo o hospital, durante as sessões, o paciente mostrou muita evolução quando a terapia foi associada às canções que ele se identificava.
A confraternização aconteceu no jardim do hospital, que recebeu decoração típica e teve muita música caipira, pois o médico é apreciador da música sertaneja raiz.
O evento teve a participação de vários familiares que estavam devidamente paramentados e mantendo o distanciamento.