O pó também preocupa. “Elas quase não estão conseguindo treinar por conta da bagunça que está lá. Os Jogos Regionais são no meio do ano em Araçatuba. E o que as meninas vão mostrar? Não estão conseguindo nem treinar. Precisam tomar antialérgico toda hora. Saem sujas por conta do pó”, diz Giovana. “E os materiais que ficaram empoeirados? As bolas, a corda, as fitas, arcos...”, complementa.
Fungo
De acordo o secretário municipal de Espertes, Lazer e Recreação, Sérgio Tumelero, o reparo começou a ser feito por conta de fungos, que provavelmente vieram de uma cera utilizada no piso antigo, que fica embaixo do tablado construído na última reforma.
“Até primeira análise, era uma coisa mais simples de resolver. Depois, percebeu-se que o processo era mais complexo. Vamos ter que arrancar uma camada de piso, de uns quatro ou cinco centímetros, e fazer um lixamento, tratamento para fungo”, explica o secretário.
O fungo não tinha sido identificado durante a reforma e nem anteriormente, pois segundo Tumelero, o problema só pôde ser notado por conta da tinta epóxi utilizada na última reforma. “Na obra, foram feitos lixamento e a pintura epóxi, e esse fungo começou a soltar a tinta nova depois de um tempo de uso”.
A quadra 2 não teve o mesmo problema, porque não foi construída essa plataforma em cima do encerado, conta o chefe da pasta.
A obra é feita sem necessidade de licitação, uma vez que a retirada do piso será feita pela Sosp (Secretaria de Obras e Serviços Públicos) e a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação vai pagar o material para colocar o cimentado, previsto em ata. A construtora fará o serviço de lixar e pintar, sem cobrar.
Remanejamento
Tumelero confirma que houve a possibilidade de transferir as aulas para a Acea, no entanto, o espaço só contava com uma quadra e a distância para a locomoção também seria um problema.
A solução foi remanejar as meninas da turma avançada para o asilo São Vicente, enquanto as alunas iniciantes, continuam usando a quadra 2.
Para não interromper o programa durante a obra, houve remanejamento de horário de outros projetos que usavam a quadra 2, para que as meninas pudessem utilizar o espaço. A previsão é que tudo se normalize dentro de 45 dias.
Quanto à poeira, Tumelero acredita que vai diminuir assim que arrancar o tablado. Segundo ele, houve deslocamento de um terceiro funcionário para agilizar o processo. As mães ainda questionam se o pó não seria tóxico, por conta de fungos, mas segundo o secretário, a poeira é proveniente da tinta epóxi e não possui toxicidade.
Reforma
A última reforma no Matarazzo teve início no começo de 2017 e durou mais de dois anos e meio. A reinauguração foi em agosto de 2019.
O complexo esportivo recebeu mais de R$ 237 mil em melhorias, sendo que a maior parte desse dinheiro veio do Programa Esporte e Grandes Eventos Esportivos, do Ministério do Esporte. A Prefeitura colaborou com R$ 20,2 mil.
Além da contrapartida, a Sosp refez algumas colunas de concreto que sustentam o prédio.
Agir
O projeto Agir, criado em 2009, atendendo apenas 30 meninas, conta, atualmente, com 550 crianças com idade a partir de 6 anos.
As alunas já foram campeãs em 2010, 2011, 2012 e 2014 nos Jogos Regionais. O projeto ainda conquista medalhas em eventos de grande porte em todo o Estado.
*Matéria atualizada às 21h para acréscimo de informações sobre o remanejamento da turma avançada para o asilo São Vicente.
