Cotidiano

Araçatuba deve receber ajuda de R$ 4,3 milhões da União para o transporte coletivo

Birigui e Penápolis também devem receber repasse temporário para o custeio da gratuidade de maiores de 65 anos

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
25/09/22 às 11h58
Repasse servirá, exclusivamente, para o custeio da gratuidade de maiores de 65 anos (Foto: Arquivo)

O Ministério do Desenvolvimento Regional validou as propostas das Prefeituras de Araçatuba, Birigui e Penápolis para acesso aos recursos do Auxílio Emergencial à Gratuidade das Pessoas Idosas no Transporte Público Coletivo Urbano. O repasse é temporário.

Segundo o ministério, ao todo foram validadas 557 propostas, dos quais, 535 planos de ação foram enviados por Prefeituras, 19 por governos estaduais, um pelo governo do Distrito Federal e outros dois por empresas públicas.

O valor total a ser distribuído será de R$ 2,5 bilhões, sendo que para a região, o valor deve ser de R$ 8,2 milhões. No caso de Araçatuba, o repasse previsto é de R$ 4,3 milhões e Birigui deve receber R$ 2,4 milhões. Penápolis, cidade onde o transporte coletivo é gerenciado pelo próprio município, terá direito a R$ 1,4 milhão. 

De acordo com o que foi divulgado, o repasse de recursos aos entes federativos começa na próxima sexta-feira (30) e a data-limite de transferências do auxílio pela união é 31 de dezembro. Todas as movimentações de saídas de valores serão classificadas e identificadas e ficarão disponíveis para acompanhamento, prestação de contas e fiscalização.

Auxílio

De acordo com o ministério, as orientações para o cumprimento das próximas etapas de acesso aos recursos serão repassadas nesta segunda-feira (26), conforme prevê o cronograma disposto na Portaria Interministerial 9/2022.

Os R$ 2,5 bilhões disponibilizados deverão ser usados exclusivamente para o custeio da gratuidade de maiores de 65 anos em sistemas regulares de transporte público coletivo urbano, semiurbano ou metropolitano, conforme prevê a Emenda Constitucional 123/2022.

Pandemia

Em nota, o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, explica que o setor de transporte público foi um dos mais afetados da economia em decorrência da pandemia do coronavírus, em razão da diminuição de circulação de pessoas nas cidades. “Agora, temos esse auxílio que vai ajudar estados e municípios a enfrentarem essa redução”, destaca.

A execução dos recursos será descentralizada, por meio de transferências da União a órgãos vinculados, municípios, estados e ao Distrito Federal. Os entes federativos serão responsáveis pelo uso e distribuição dos recursos aos prestadores de serviços, observando o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.

Todas as movimentações de saídas de valores serão classificadas e identificadas e ficarão disponíveis para acompanhamento, prestação de contas e fiscalização. Nos casos em que houver sobras de recursos, eles serão devolvidos à Conta Única do Tesouro Nacional por meio da emissão e pagamento de Guia de Recolhimento da União eletrônica.

Os recursos aplicados em desconformidade com as regras estipuladas pelo Auxílio Emergencial à Gratuidade das Pessoas Idosas no Transporte Público Coletivo Urbano serão restituídos à Conta Única do Tesouro Nacional, atualizados. O cálculo será feito com base na variação da Taxa Referencial da Selic, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao da devolução dos recursos -- também será acrescido 1% de juros no mês da devolução.

Formas de repasse

O repasse será feito de forma proporcional à população maior de 65 anos residente nas localidades com serviço de transporte intramunicipal regular em operação. O cálculo da quantidade de pessoas nessa faixa etária será feito com base na estimativa mais atualizada publicada pelo DataSUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Imagem: Ilustração

Transporte coletivo está sendo custeado pelas Prefeituras na região

Em Penápolis a Prefeitura que é responsável pelo transporte coletivo (Foto: Arquivo)

Os municípios da região de Araçatuba que devem receber o auxílio temporário da União para custear o transporte coletivo para idosos com 65 anos ou mais estão tendo que ajudar financeiramente as empresas prestadoras do serviço.

No caso de Penápolis, o transporte coletivo já é municipalizado e a Prefeitura investe cerca de R$ 200 mil por mês, de acordo com o prefeito Caíque Rossi (PSD). “O transporte coletivo na cidade é um serviço social e não consegue ter equilíbrio financeiro, por isso, toda ajuda, apesar de temporária, é bem-vinda”, diz.

Ele explica que na cidade a maioria dos usuários do transporte coletivo é beneficiada com a gratuidade, grupo composto por idosos, portadores de deficiências e estudantes, que por lei municipal também têm direito aos benefícios.

Segundo Caíque Rossi, a Prefeitura está dando andamento no processo de aquisição de um novo ônibus para o transporte coletivo e esse dinheiro deve ajudar a promover mais melhorias. “É muito importante essa ajuda da União, pois moramos nas cidades, mas quase 70% do que se arrecada fica com o governo federal. Essa redistribuição de recursos precisa ser revista” , argumenta. 

Araçatuba

Em Araçatuba, devido à crise provocada pela pandemia, em maio a Prefeitura iniciou o repasse de R$ 985 mil à TUA (Transportes Urbanos Araçatuba), para auxiliar no custeio das despesas, principalmente combustíveis. A lei aprovada prevê o repasse de seis parcelas de R$ 164.320,00.

Porém, a administração municipal já trabalha com a possibilidade de viabilizar o pagamento de subsídio permanente ao transporte coletivo. Para isso, em agosto o município contratou a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica), que está fazendo um estudo econômico-financeiro e operacional da concessão dos serviços de transporte coletivo de passageiros.

Birigui

A Prefeitura de Birigui também está ajudando no custeio do transporte coletivo, que atualmente é prestado pela empresa Transmimo, por meio de contrato emergencial que vence neste mês. A empresa recebe R$ 166 mil por mês, mas o que é arrecadado com a venda de passagens fica com a Prefeitura.

No edital do chamamento público que está em andamento consta que a administração municipal está disposta a pagar R$ 2.100.000,00 por ano à futura contratada, o que corresponde a R$ 175 mil mensais. O contrato será de 10 anos, o que corresponderia a um total de R$ 21 milhões no período, nos valores atuais.

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