O aumento na demanda pela implantação de marca-passos tem gerado longa espera de pacientes na Santa Casa de Araçatuba (SP). Há pacientes internados há mais de 40 dias, ocupando leito, enquanto aguardam a chegada dos aparelhos.
A família de um idoso, de 81 anos, procurou o Hojemais Araçatuba inconformada com a situação. De acordo com o filho dele, o pai estava bem, no entanto, passou exatos 32 dias dentro do hospital com indefinição de quando se submeteria ao procedimento. “A informação é de que ele teria que ficar internado, porque quando o equipamento chegasse, seriam priorizados quem está dentro da unidade”, disse.
Para ele, o critério é incoerente, pois um paciente que está em bom estado de saúde acaba ocupando vaga de alguém em estado mais crítico. “Fora o ambiente hospitalar, que não é legal e a gente sabe os riscos. A pessoa também se estressa, porque a espera é longa e indefinida. Além disso, como meu pai é idoso, precisa de um acompanhante. Minha mãe, com mais de 70 anos, tem ficado com ele”, destacou.
Outros pacientes, a maioria idoso, estariam na mesma situação, alguns com um tempo de espera maior. Também há relatos de pacientes de outras regiões internados em Araçatuba para receber o equipamento.
Demanda
Questionada, a Santa Casa de Araçatuba, por meio da assessoria de imprensa, informou que tem registrado aumento na demanda por implantação de marca-passos, o que tem esgotado rapidamente as cotas para compra e implantação, estabelecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
“Diante dessas limitações, o hospital que é referência em atendimento cardiovascular para 40 cidades da região, tem se esforçado para adquirir marca-passos de acordo com as necessidades. Porém a prioridade é para os pacientes que chegam em urgência e emergência sob risco iminente de morte. Em decorrência disto, não raro, pacientes que já estão internados aguardando o implante ou a substituição precisam permanecer mais tempo internados”, explicou.
O hospital esclareceu ainda que os pacientes são internados para aguardar a aquisição do equipamento porque o médico que os avaliou entende que sem os recursos hospitalares eles passarão a correr riscos em decorrência de ainda não terem um marca-passo ou por esgotamento iminente do dispositivo que já possuem.
Não foi informado quantos pacientes estão à espera do aparelho na Santa Casa e qual o tempo médio dessa espera.