O Departamento de Vigilância Epidemiológica de Birigui (SP) realiza ações para interromper a cadeia de transmissão de doença na educação infantil. A suspeita é de mão-pé-boca em crianças matriculadas no CEI (Centro de Educação Infantil) Anthero dos Santos, no bairro Copacabana, que atende mais de 200 crianças, de 0 a 3 anos, em período integral.
A reportagem do Hojemais Araçatuba foi informada por moradores de Birigui que, no último sábado (17), a creche teria passado por uma limpeza geral para desinfecção do ambiente. Conforme a denúncia, todos os materiais foram retirados do local por medo de surto de sarampo.
Questionada, a Vigilância Epidemiológica, em nota assinada pelo médico infectologista Igor Barcellos Precinoti e pela diretora do departamento, Melba Xavier Cordeiro Salles, afirmaram que não há suspeita de sarampo na unidade de ensino, mas, sim, da doença mão-pé-boca. No entanto, ainda não é possível determinar o tipo de vírus que está circulando no local, sem o resultado de exames.
“Assim que fomos informados pela direção da creche que algumas crianças apresentavam lesões pelo corpo, fomos até o local, onde pudemos identificar algumas crianças com lesões típicas da doença mão-pé-boca. Todas as crianças com sintomas foram agendadas para o médico infectologista da Vigilância Epidemiológica que, ao atendê-las também indicou como hipótese diagnóstica a doença mão-pé-boca”, explicou. Foram coletados materiais e enviados para exames no Instituto Adolfo Lutz. O município aguarda os resultados.
De acordo com a nota, foram afastadas da creche algumas (o número não foi informado) crianças que poderiam transmitir a doença e foi orientada a realização de medidas para interromper a transmissão, como limpeza e desinfecção do ambiente; e limpeza e desinfecção dos móveis, colchões, brinquedos e outros objetos e utensílios frequentemente tocados.
A doença
A mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa que tem como sintomas febre alta, aparecimento de manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe e erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.
A transmissão acontece na primeira semana de início dos sintomas. “Por isso, mediante quaisquer sinais da doença, orientamos que os pais procurem por atendimento médico, para avaliação e afastamento da frequência escolar se necessário”, informou a Vigilância Epidemiológica na nota.
Para evitar o contágio, deve-se manter uma boa higiene pessoal e do ambiente, realizando lavagem frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%, especialmente após a troca de fraldas e uso do banheiro. Também é preciso evitar contato próximo e o compartilhamento de utensílios ou corpos.
Não há tratamento específico para doença, sendo tratamento apenas sintomático.
“As lesões orais podem ser dolorosas dificultando a alimentação. Desta forma, orientamos a oferecer líquidos, água e sucos, e alimentos leves como gelatina e caldos para evitar a desidratação”, finalizou a nota.