O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse em entrevista nesta quinta-feira (7), que é estudada a possibilidade em ampliar o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacinação, que está prevista para começar no próximo dia 25.
Entretanto, não há a possibilidade de ser feita apenas uma aplicação, já que os testes cujos resultados estão sendo apresentados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) são baseados em duas doses.
Ele explicou que a segunda dose pode ser aplicada a partir do 14º dia da primeira aplicação, até o 28º dia. Inicialmente, a previsão era de que a imunização seria complementada no 14.º dia, mas esse intervalo pode ser estendido.
O objetivo, de acordo com o que foi informado, é ter tempo para produzir mais doses nesse período e ampliar o público a ser imunizado.
O governo de São Paulo já recebeu 10,8 milhões de doses da vacina e o compromisso assinado em setembro com a Sinovac prevê o recebimento de 46 milhões de doses. Desse total, 6 milhões de doses devem chegar prontas.
Dimas informou que o total já disponível é suficiente para imunizar todo o grupo prioritário, que corresponde a 9 milhões de pessoas entre profissionais de saúde, idosos, indígenas e quilombolas.
Produção
Em nota divulgada nesta tarde, o Butantan informou que contratou 124 profissionais para reforçar a produção da vacina. São 69 auxiliares de produção, 53 técnicos de produção e dois tecnologistas.
Eles se juntam a outros 245 que já trabalham na área de produção, que tem 1.880 metros quadrados. Do total de profissionais contratados, 37 começaram a trabalhar nesta quinta e os demais iniciam atividades no próximo dia 14, após treinamento e integração.
Dimas Covas explicou que a ampliação do quadro de produção é mais uma medida para disponibilizar rapidamente uma vacina para uso na população brasileira. “Pela urgência, garantimos o terceiro turno da fábrica em uma rotina incessante de produção”, afirmou.
Segundo o que foi informado, o instituto tem capacidade para produzir 1 milhão de doses por dia da nova vacina. A área do envase tem seis máquinas principais para envase do extrato composto da vacina recebido pela Sinovac. Os equipamentos também fazem a rotulagem e embalagem do imunizante.
Butantan já negocia venda da Coronavac para a Argentina
O Instituto Butantan informou nesta quinta-feira, que está em fase adiantada do acordo para a venda vacina Coronavac para a Argentina.
Em entrevista coletiva, o diretor do instituto, Dimas Covas, explicou que já está na fase de assinatura do acordo de compra pelo país vizinho.
"Já estamos na fase de negociação contratual para o fornecimento das primeiras doses",
revelou.
Ele contou ainda que existem manifestações com outros países, como Peru, Uruguai, Honduras, Equador e Bolívia, onde segundo Covas, a vacina já foi aprovada.
Entretanto, informou que os prazos de produção e entrega das doses do imunizante a esses países depende dos contratos e até agora, nenhum foi formalizado por enquanto.