Para adotar
Os interessados pela adoção devem apresentar documentação pessoal, comprovante de residência e serem maiores de 18 anos. Ao visitarem o CCZ, serão acompanhados por responsável que esclarecerá as condições de saúde do animal. Também é garantido pelo CCZ que o animal adotado sairá saudável, com exame negativo de leishmaniose e vacina contra raiva.
É importante frisar que o ideal é que o interessado tenha condições financeiras e local apropriado para criar os animais. O adotante assina um termo de guarda pelo qual é responsável por qualquer doença que o animal venha a ter após a adoção, comprometendo-se a prover as vacinas necessárias e socorro à saúde do mesmo pelo resto da vida dele.
“Depois de sair daqui, a pessoa tem que entender que o animal passa a ser como um membro da família, que merece os mesmos cuidados e carinho, não devendo abandonar, descartar o animal só porque ficou doente”, explica a veterinária do CCZ de Araçatuba, Tatiane Sampaio Moura Castro.
Abandonados
De acordo com a especialista, é grande a ocorrência de descarte de animais saudáveis no local, prática indevida que acarreta em sobrecarga do espaço e alto risco à saúde animal.
“As pessoas sempre abandonam, ou jogam na rua, ou até jogam aqui por cima do muro animais saudáveis, mas como aqui é um lugar onde recolhemos animais doentes, acabamos tendo que abrigá-los próximos uns aos outros e acabam adoecendo também. Precisamos de uma sensibilização da população para conseguirmos adoção mais rápida desses animais saudáveis, para que não dê tempo de ficarem doentes por contato”, explica.
Função do CCZ
Tatiane esclarece que a função do CCZ é de recolher animais que estejam comprovadamente doentes de raiva ou leishmaniose. “É o animal que oferece risco, tanto agressivo ou de transmissão de doença".
Ela destaca que não é qualquer doença que deve ser motivo para encaminhamento do animal ao CCZ. “Dores de ouvido, diarréia, se o animal não quer comer, ou doenças de pele, por exemplo, têm que ser tratadas por veterinário, não sendo obrigação da Zoonoses”.
A veterinária explica que não há procriação dentro do CCZ, pois são separados os machos das fêmeas em baias, além de serem castrados. “A ocorrência de filhotes é justamente por casos de abandono dos proprietários de animais que deram cria ou de que descartaram fêmeas em estado de prenhez, cujos filhotes acabam nascendo no local. Gatos eram jogados por cima do muro e andavam soltos pelo CCZ, mas foram todos recolhidos e castrados, mantidos nas baias e, colocados para adoção. Os filhotes são os que mais sofrem, porque ainda não têm imunidade suficiente”, acrescenta.
