Cotidiano

Com fim de campanha, Araçatuba foca na segunda dose contra o sarampo

Resultado parcial divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que 198 pessoas foram imunizadas

Manu Zambon - Hojemais Araçatuba
13/03/20 às 11h29
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo aconteceu de 10 de fevereiro a 13 de março em todo País. Em Araçatuba (SP), a meta alcançada pelo município foi de 102% com relação à primeira dose. No entanto, a segunda dose alcançou apenas 87% de abrangência.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, até o dia 5 de março, 4.656 pessoas comparecem às UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Desse número, 198 foram imunizadas, incluindo o público-alvo da campanha, formado por pessoas de 5 a 19 anos.

Para a Prefeitura, o número de pessoas que foram aos postos é bastante significativo, pois mostra que grande parte da população já estava imunizada e não precisou ser vacinada.

“Agora, nossa preocupação é fechar a porcentagem da segunda dose para que esse número aumente para pelo menos 95%”, destaca a secretaria. Para isso, a orientação é que a pessoa que tenha tomado a primeira dose, e não compareceu para a segunda, procure o postinho do bairro onde reside. Sem essa segunda dose, não há garantia de imunização.

A vacina contra o sarampo, que é a tríplice viral, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível nos postos, o ano todo, para crianças a partir dos 6 meses de idade, quando elas precisam tomar a dose zero. Com 1 ano, ela volta a ser imunizada, desta vez contra o sarampo, caxumba e rubéola.

Com 1 ano e 3 meses, a criança recebe a última dose, com sarampo, caxumba, rubéola e catapora. Para pessoas de até 28 anos, é preciso tomar duas doses; de 28 anos a 59 anos, é uma dose somente. 

Contágio

Aparecida lembra que o sarampo é altamente contagioso, com sequelas graves, que pode levar à morte. Nesta semana, a Prefeitura confirmou o primeiro caso de sarampo em uma menina de 1 ano e 4 meses. Em 2019, Araçatuba registrou 13 casos positivos da doença. 

A secretária ainda alerta sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a transmissão. Segundo ela, o sarampo é transmitido por gotículas do nariz, da boca e garganta, da mesma forma que o H1N1 e o coronavírus, por exemplo. É importante que as pessoas se atentem à higienização, lavando as mãos sempre que possível, antes e depois das refeições, e usar barreiras respiratórias na hora de espirrar ou tossir.

Nacional

O Ministério da Saúde informou que, até o início deste mês, 28.783 pessoas de 5 a 19 anos foram vacinadas. Outras 99,6 mil pessoas já tinham sido vacinadas entre janeiro e o início da campanha.

A pasta lembra que a principal medida de prevenção e controle do sarampo é a vacinação, que está disponível durante todo o ano nos 42 mil postos de saúde do País. Para viabilizar a ação, o ministério encaminhou neste ano 3,9 milhões de doses da vacina tríplice viral, 9% a mais que o solicitado pelos estados.

Este quantitativo é destinado à vacinação de rotina, às ações de interrupção da transmissão do vírus e à dose extra chamada de dose zero para todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

Etapas

A campanha de vacinação faz parte de uma estratégia nacional para interromper a transmissão do sarampo e eliminar a circulação do vírus. As duas primeiras etapas ocorreram no ano passado. Ainda segundo a pasta, duas outras etapas de mobilização darão continuidade às ações em 2020, além da prevista para fevereiro: entre junho e agosto, para o público com idade entre 20 a 29 anos; e em agosto, para a população de 30 a 59 anos de idade.

Casos em 2019

Segundo o Ministério da Saúde, em 2019 foram registrados 18,2 mil casos de sarampo em 526 municípios. Em São Paulo, foram registradas 14 mortes e uma em Pernambuco. O maior número de casos também foi registrado em São Paulo, 16 mil. 

Com o retorno da doença, o Brasil perdeu o status de país livre do sarampo em 2019, concedido pela Organização Mundial da Saúde em 2016.

Sintomas 

Os principais sintomas são mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde e está disponível gratuitamente em postos de saúde de todo o país.

Quem apresentar doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, e também a quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.

Com informações da Agência Brasil

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