O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) divulgou nota na tarde desta quinta-feira (6), para alertar sobre a urgente necessidade de regulamentação e fiscalização do uso de técnicas e substâncias de alto risco por pessoas não habilitadas na área da saúde.
A nota informa que o recentemente houve um caso envolvendo o uso de fenol, que resultou na trágica morte de um jovem de 27 anos. "Este procedimento foi realizado por uma pessoa leiga, sem formação em saúde, sem formação médica, e que teve acesso a essa substância perigosa que é comercializada livremente".
E a entidade acrescenta: "Alertamos: o fenol, dependendo de sua concentração e utilização, pode ser extremamente tóxico e até fatal" .
O Cremesp argumenta que diante dessa tragédia, é imperativo que substâncias por exemplo como o fenol, preenchedores, bem como outros procedimentos e tecnologias de risco, sejam exclusivamente manuseados por profissionais médicos ou devidamente capacitados e regulamentados.
"A prática de tais procedimentos por pessoas não médicas representa um risco inaceitável para a saúde pública. É fundamental que essas pessoas sejam responsabilizadas, assim como seus conselhos de classe que atualmente permitem a realização de tais procedimentos sejam notificados" , informa a nota.
"O CREMESP está atuante e empenhado em utilizar todas as intervenções jurídicas possíveis para impedir que instituições de classe que não representam a cosmiatria médica continuem a realizar procedimentos de risco para a população.
Por isso, inúmeras ações judiciais estão em curso para que cheguemos ao momento em que serão julgadas onde confiamos que os atos privativos da medicina serão reconhecidos pelo Poder Judiciário e não por resoluções de conselhos profissionais.
Diante disso, é crucial que a população seja devidamente alertada sobre os perigos de utilizar esses serviços não regulamentados.
Solicitamos, assim, ações imediatas de outras esferas do Estado para a implementação de medidas rigorosas que garantam a segurança e a saúde da população, evitando que tragédias como a mencionada voltem a ocorrer, como vem o CREMESP alertando desde 2018".
