Cotidiano

Defesa agropecuária e polícia fiscalizam condições de animais nas provas da ABQM

Vistoria foi solicitada pela própria associação um dia após representação de munícipe no MP de Araçatuba

Da redação - Hojemais Araçatuba
25/07/19 às 20h11
Defesa Agropecuária e Polícia Ambiental inspecionam bovinos (Foto: Siran/Divulgação)

Médicos veterinários do EDA (Escritório de Defesa Agropecuária) de Araçatuba (SP) e policiais militares ambientais fiscalizaram a infraestrutura do recinto de exposições Clibas de Almeida Prado e o tratamento e condição oferecidos aos animais que participam do 42º Campeonato Nacional Quarto de Milha.

A fiscalização foi solicitada pela ABQM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha), um dia após a munícipe Vânia Aparecida Grossi protocolar representação no Ministério Público de Araçatuba pedindo que seja suspensa a realização da prova do laço na cidade.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste), parceiro da ABQM na realização do evento, a verificação foi detalhada, começando na área de entrada dos animais, onde é checada toda a documentação referente à saúde de equinos (mais de 2.200 na competição) e bovinos (cerca de 1.500) que chegam ao parque, além das condições de transporte dos mesmos.

Pistas de competição, baias e currais onde são alojados os animais também foram analisadas, assim como a atuação de todos profissionais e competidores participantes do evento.

Rigor

O veterinário da ABQM, Orlando Filho, explicou que todas as competições da entidade contam com rigorosos processos de fiscalização, onde dispõe atualmente de 31 médicos veterinários atuantes nos mais diversos setores do evento.

“Nós somos os maiores interessados em manter todos esses animais saudáveis. Todos animais e equipamentos neles utilizados são inspecionados um a um por veterinário, após a competição. A alimentação, por exemplo, é específica para cada tipo e idade de animal”, afirmou.

“Além disso, dispomos de uma clínica veterinária oficial durante o evento, que atende durante 24 horas e oferece atendimento gratuito aos animais participantes, além de outras cinco clínicas privadas de renome internacional”, ressaltou o veterinário assistente técnico da ABQM, César Fabiano.

Comandados pelo sargento PM Cleberton José Ribeiro, os policiais militares ambientais fizeram anotações e tiraram fotos de todas as situações e dos espaços visitados. Os materiais farão parte de um relatório. “Checamos se a legislação está sendo respeitada em relação ao bem-estar dos animais, como alimentação, instalações e transporte, e aos instrumentos utilizados nas provas. Observamos que está tudo dentro da normalidade. Os equipamentos são adequados e os animais estão bem acomodados”, disse o sargento.

Veterinário e juiz de Equipamentos realiza inspeção logo após o animal ter competido (Foto: Siran/Divulgação)

Normas

O diretor técnico de Divisão do EDA Regional, Luiz Henrique Barrochelo, comentou que a atuação do órgão vem desde antes do início do evento, para garantir que as normas sejam cumpridas durante a competição. “A Defesa Animal faz parte desse processo. O campeonato só ocorre depois de concluirmos que todas as normas serão cumpridas em relação à sanidade e ao bem-estar animal”.

De acordo com Barrochelo, diariamente fiscais do EDA checam pessoalmente as condições do recinto e dos animais, e auditam os relatórios produzidos pela organização do evento. “Se notarmos qualquer flagrante nesse sentido, tomamos medidas imediatas. E não foi o caso”, finalizou.

Quem também acompanhou e forneceu dados aos fiscais foi o médico-veterinário, inspetor e juiz oficial do Bem-Estar da ABQM, Thiago Yukio Nitta. A função dele é fiscalizar e instruir criadores e tratadores.

“Ando por todo o recinto o dia inteiro de olho na conduta dos competidores. Ao final do evento, produzimos um relatório com observações e sugestões de melhorias”.

Nitta lembrou que os juízes de pista também autonomia para atuar em favor do bem-estar dos animais. ”Eles podem desclassificar qualquer participante caso percebam que um animal está sendo maltratado, se estiver competindo lesionado, estressado ou excessivamente cansado”, garantiu.

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