Cotidiano

“É um remédio que não tem onde comprar. É a sua medula que pode salvar meu filho”

Apelo foi feito por meio das redes sociais por Edson Souza, pai do pequeno Fernando, de Araçatuba (SP), que precisa de transplante de medula

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
17/01/21 às 13h21
(Imagem: reprodução de vídeo)

“É um remédio que não tem onde comprar. É um remédio que está na sua medula. É a sua medula que pode salvar meu filho”.

Essas frases, que viralizaram nas redes sociais nesta semana, são de Edson Souza, pai do pequeno Fernando Beserra Souza, de 4 anos, de Araçatuba (SP), que luta contra a leucemia e precisa com urgência de um transplante de medula óssea.

Em um vídeo de aproximadamente cinco minutos, publicado no início da tarde de quinta-feira (14), Edson conta a história de sua família, que já perdeu a batalha para a doença com outro filho, o Matheus, em 2018. Só no Facebook, são mais de 20 mil compartilhamentos até o meio-dia deste domingo (17), no entanto, circulou também em outras redes sociais e mídias.

História

Matheus e Fernando eram gêmeos univitelinos. Quando tinha apenas 1 ano e três meses de idade, Matheus apresentou alguns sintomas, como febre, perda de apetite e de movimentos. Durante o tratamento, veio o diagnóstico: leucemia. O tratamento no hospital durou um mês, porém para ser efetivo deveria continuar por dois anos.

Nos meses seguintes, a rotina de Matheus se revezava entre casa e hospital. No entanto, a família estava esperançosa, pois ele poderia se curar apenas com as quimioterapias, sem a necessidade de transplante de medula.

Quando completou um ano de tratamento, Matheus teve uma recaída e acabou sendo encaminhado para o transplante de medula.

Redome

Pais, avós, tios e parentes próximos fizeram exames e nenhum era 100% compatível com Matheus, por isso a família recorreu ao Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), coordenado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), na busca por um doador, o que não foi encontrado na época, mesmo com inúmeras campanhas. Matheus não resistiu à doença e morreu no dia 11 de julho de 2018, aos 2 anos de idade.

Três meses após a morte do irmão, ainda em 2018, Fernando foi diagnosticado com a mesma doença. Fez tratamento quimioterápico e tudo estava correndo bem, até que no início deste ano, a doença voltou e ele também foi encaminhado para o transplante de medula. No entanto, não há no Redome, por enquanto, um doador compatível.

Os pais estão otimistas que desta vez a história terá um final diferente e lutam contra o tempo, pois é preciso encontrar um doador com urgência.

“Eu peguei o Matheus, levei para o hospital e não tinha certeza se o traria de volta e, infelizmente, não trouxe. Agora peguei o Fernando no colo também...”, disse no vídeo, sem conseguir concluir o raciocínio.

Tratamento

Fernando iniciou o tratamento com quimioterapias no HAC (Hospital Amaral Carvalho), em Jaú, no domingo passado (10), onde está na companhia da mãe. O hospital é considerado referência da oncologia infantil no Brasil e na América Latina. O pai está em Araçatuba com o outro filho do casal. Além do transplante, ele também precisa de doação de sangue. Algumas caravanas estão sendo organizadas na região com essa finalidade.

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Cadastro

O cadastro para se tornar doador de medula óssea pode ser feito em qualquer hemocentro do País. Para se tornar doador é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante e não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

O voluntário à doação assina um termo de consentimento e preenche uma ficha com informações pessoais. É necessário apresentar o documento de identidade.

O sangue coletado é analisado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.

Os dados pessoais e do tipo de HLA são incluídos no Redome. Quando houver um paciente compatível, o doador é consultado para decidir quanto à doação.

Serviço

O Hemocentro de Araçatuba fica na avenida Arthur Ferreira da Costa, 330, no bairro Aviação. O horário de atendimento, em virtude da pandemia, é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h, e aos sábados, das 7h às 11h. Os telefones são: (18) 2102-9400 ou (18) 98132-8875.

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