Cotidiano

Equoterapia conquista praticantes e se firma no Complexo Equestre de Araçatuba

Cerca de 50 pessoas são atendidas em parceria firmada com o Siran, incluindo PSDs (Pessoas Com Deficiência) que apresentam evoluções significativas

Da redação - Hojemais Araçatuba
01/07/21 às 19h30
(Foto: Divulgação)

Faz dois anos que o Complexo Esportivo Equestre, localizado dentro do recinto de exposições Clibas de Almeida Prado, em Araçatuba (SP), passou a ser frequentado por praticantes de equoterapia.

A estrutura faz toda a diferença, tanto para os praticantes que participam de programas de reabilitação (hipoterapia) quanto aos programas relacionados ao esporte (pré-esportivo e prática esportiva paraequestre).

"Aqui há estrutura com pistas cobertas e fechadas para o esporte, o que nos proporciona mais conforto e segurança”, comenta a fisioterapeuta Carolina Vicentini Verdi. Ela é sócia do também fisioterapeuta Henrique Sartori Coutinho na empresa HSC Equoterapia, que tem parceria com o Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste) para utilizar o complexo. Carol explica que atualmente cerca de 50 praticantes são atendidos, incluindo PCDs (Pessoas Com Deficiência).

Superação

Um desses praticantes é Lucas Sabbag de Sousa Alves, de 12 anos, diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro ao Autismo). Ele começou na equoterapia há três anos, tendo passado do programa de reabilitação para o esporte. “A história do Lucas é de superação e também muita dedicação do atleta, sua mãe, equipe e cavalo. Ele começou no passo, evoluiu para o trote e chegou ao galope. Hoje, treina nos 3 Tambores, e no Araçatexas (prova realizada no complexo no dia 25 de junho) competiu pela primeira vez na prova de paratambor.

“Foi emocionante para todos nós, incluindo ele, a família, a equipe e os organizadores. Fez muito bem para ele, pois ajuda a melhorar a autoestima, assim como proporciona perspectiva para o futuro”, analisa Carol. Lucas é atendido pelo fisioterapeuta Luis Antonio Neto, pelo treinador e equitador Giovani Nonato, pelo guia Márcio Vieira, e também pelos fisioterapeutas Carolina e Henrique, e monta o cavalo Billy Gun Pep. “Temos outros sete praticantes que também estão sendo preparados para as provas de paratambor. E, nesse sentido, realizar esse trabalho no complexo equestre é muito relevante”, diz Carolina.

Benefícios

A equoterapia utiliza cavalos como meio terapêutico para aumentar o equilíbrio, a força muscular e o desenvolvimento intelectual e psicológico de pacientes, com indicação médica. “As atividades são realizadas de forma lúdica, integrando natureza e brinquedos educativos para melhorar o desenvolvimento do potencial cognitivo e motor dos praticantes. Assim, a equoterapia oferece mais qualidade de vida e ajuda na interação social dos praticantes”, explica a profissional.

São inúmeros os benefícios para a pessoa que está sobre o cavalo, além dos ganhos motores, psíquicos, sensitivos e sociais. "O cavalo produz para a pessoa que está sobre ele o que chamamos de movimento tridimensional, e esse movimento desloca o praticante em alguns eixos", esclarece a fisioterapeuta. A sessão varia de 30 a 40 minutos, sendo que, sobre o animal, são apenas 30 minutos, e restante é dividido entre o início e o final da atividade, para fazer interação e despedida com o praticante.

"Uma criança que tem hiperatividade também pode ser atendida, desde que seja com o profissional correto. Dessa maneira, uma criança que tem a dislexia, por exemplo, deve ser acompanhada por um psicólogo e um pedagogo. O adulto que tem uma disfunção motora ou problema neurológico terá o acompanhamento de um fisioterapeuta”, completa. 

 

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