O Estado de São Paulo autorizou na tarde deste domingo (17), o Instituto Butantan iniciar imediatamente o enviou de 4,636 milhões de doses da vacina CoronaVac para o Ministério da Saúde, que fará a distribuição para que os Estados possam iniciar a campanha nacional de vacinação.
O anúncio foi feito logo após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizar o uso emergencial da CoronaVac, que é produzida em parceria com o laboratótio chinês Sinovac, e da vacina de Oxford, que é produzida em parceria pela Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz).
Na sexta-feira (15), o ministério enviou ofício ao Butantan, solicitando o envio das 6 milhões de doses já disponíveis para a vacinação. A solicitação ocorreu justamente após fracassar a busca de 2 milhões de doses da vacina de Oxford que o governo federal informou que adquiriu de um laboratório indiano.
Distribuição
Segundo o presidente do Butantan, Dimas Covas, há disponíveis para imunização, 5.994.576 doses da vacina CoronaVac. Serão enviadas ao Ministério da Saúde, 4.636.936 doses, e o Estado de São Paulo vai reter 1.357.640, que a proporcionalidade a que tem direito.
A enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, foi a primeira pessoa, fora dos estudos clínicos a receber a vacina, logo após a autorização da Anvisa para uso emergencial da CoronaVac.
Ela trabalha no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos, mas havia recebido placebo.
Após acompanhar a aplicação da vacina, que ocorreu no Hospital das Clínicas, em São Paulo, Doria disse que os profissionais de saúde do hospital também seriam imunizados a partir deste domingo. Em outras áreas do Estado de São Paulo a imunização deve começar na segunda-feira (18).