Cotidiano

Faculdade de Penápolis oferece pós gratuita em educação especial 

O processo seletivo recebe inscrições até o dia 12 de setembro; curso terá duração de dois anos

Manu Zambon  - Hojemais Araçatuba 
03/09/19 às 16h12
Especialização integra o programa Funepe Cidadã e visa oferecer formação inicial e continuada de educadores (Foto: Funepe/Divugação)

A Fafipe (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis) está com processo seletivo para a pós-graduação em educação especial. Mantida pela Funepe (Fundação Educacional de Penápolis), a instituição oferece um total de 100 vagas, cujas mensalidades são gratuitas.

Para participar, o interessado deve se inscrever on-line até o dia 12 de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 200. Como se trata de um processo seletivo, haverá aplicação de uma prova, que deve acontecer no dia 14 de setembro, às 14h30, no campus I (Avenida São José, 400, Vila São Vicente). O exame será constituído por uma redação com a temática “Educação Especial”.

Das 100 vagas, 50 são destinadas ao curso de educação especial com ênfase em deficiência intelectual e a outra metade para educação especial com ênfase em deficiência auditiva. 

O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 20 deste mês e as matrículas devem ser feitas de 21 a 27, das 14h às 21h, também no campus I. As aulas estão previstas para começarem no dia 28 de setembro. O edital com todas as informações está disponível em site da Funepe.

A especialização, que terá duração de 24 meses, com aulas quinzenais aos sábados, integra o programa Funepe Cidadã e visa oferecer formação inicial e continuada de educadores de uma maneira acessível. 

Elementos

“A pós-graduação lato sensu em educação especial tem como objetivo geral proporcionar elementos indispensáveis à formação inicial e continuada de estudantes e de profissionais da educação, serviço social, psicologia, saúde e de toda pessoa vocacionada para a inclusão”, explica a professora e coordenadora do curso de pedagogia e da pós em educação especial, Jamilly Nicácio Nicolete.

De acordo com ela, o curso traz uma proposta de formação, pesquisa e desenvolvimento de recursos didático-pedagógicos e tecnológicos de apoio aos que atuam com o público-alvo da educação especial. “O enfrentamento desse tema é de crucial importância para a implementação da cidadania, na perspectiva de educação para todos”, define.    

As aulas contam com o corpo docente da Funepe e outros convidados, como o professor Niuro, de Libras, que é surdo, conta Jamilly. Os principais temas são os fundamentos da educação especial, aspectos históricos, político-educacionais da educação especial, dinâmica familiar, tecnologia educacional, sexualidade da pessoa com deficiência intelectual, educação profissional e a inserção da pessoa de necessidades educacionais no mercado de trabalho, entre outros.

Potencialidades

De acordo com a coordenadora, o foco do atendimento na educação especial está nas potencialidades. “Todos os alunos são capazes de aprender e a deficiência não está no indivíduo. Quando o heterogêneo é a norma na escola, o professor passa a ter infinitas formas de aprender e ensinar. A educação inclusiva é fruto de muitas lutas”.

A profissional complementa o raciocínio usando como exemplo algumas pesquisas na área, que mostram que o número de crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) já é de 1 para cada 59 nascimentos.

“A escola e toda a sociedade precisam estar preparadas para que não só sejam cumpridas as prerrogativas legais, mas que prevaleça o compromisso social e pessoal de todos e todas nós”, finaliza.

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