Cotidiano

Homem que amarrou cão em árvore procura o CCZ de Araçatuba

Alegou à reportagem que animal não era dele e teria atacado uma criança de 1 ano e meio; animal será recolhido

Agência Trio Notícias
06/10/25 às 17h23
Cão foi deixado amarrado em árvore (Foto: Reprodução)

O homem que aparece em imagens gravadas por câmeras de monitoramento abandonando um cão após amarrá-lo a uma árvore em Araçatuba (SP), na tarde do último sábado (4), procurou o CCZ (Centro de Controles de Zoonoses) nesta segunda-feira (6).

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura, que informou que trata-se de um crime ambiental, que o CCZ, que seria o responsável pelo atendimento da ocorrência, mas não havia sido notificado.

Entretanto, de acordo com a administração municipal, na manhã desta segunda-feira o homem que teria se identificado como tutor do cão procurou o serviço para explicar o motivo que o levou a abandoná-lo.

Ainda de acordo com a Prefeitura, a pessoa que resgatou o cão também entrou em contato com o CCZ, pedindo que o animal fosse recolhido. “Como o abandono configura crime, o caso será registrado em boletim de ocorrência, para que o tutor dê explicações à polícia. Já o cão vai ser recolhido pelo CCZ” , informa a Prefeitura em nota.

Ataque

O homem que aparece nas imagens também procurou a reportagem. Ele alegou que o cão que foi amarrado na árvore viveria na rua e, ocasionalmente, ele oferecia ração e água para o animal.

De acordo com ele, o cão teria avançado sobre uma sobrinha dele, de 1 ano e 6 meses, e a atacado com mordidas no rosto e arranhões. Se eu não tivesse retirado ele de cima, com certeza teria tirado a vida dela” , afirmou.

O homem disse ainda que levou a criança imediatamente para o pronto-socorro e que o avô da menina, ao ir à casa dele verificar o que havia acontecido, também teria sido mordido pelo mesmo animal.

Ajuda

Ele afirmou que diante do ocorrido telefonou para a polícia e para os bombeiros, que teriam alegado que não poderiam fazer nada, por se tratar de um evento envolvendo um animal. O homem disse que também tentou falar com o CCZ, mas o serviço não funcionam nos finais de semana.

“Sei que não foi uma atitude correta, mas eu sempre tentei ajudar o cachorro e ele estava representando um risco para a vida dos meus familiares. Levei ele para longe da minha casa” , argumenta.

Por fim, ele informou que na manhã desta segunda-feira esteve na delegacia e foi orientado a procurar o CCZ. “Logo em seguida, voltamos para a delegacia e junto com a equipe do Centro de Zoonoses, fiz o depoimento de todas as informações” , reafirmando que tomou tal atitude apenas para garantir o bem-estar da família dele.

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