Uma professora de 48 anos, da rede municipal de ensino de Araçatuba (SP), será investigada pela polícia, acusada de ter agredido um menino de 3 anos, dentro da escola na qual ela trabalha. Parte das agressões teriam sido gravadas por câmeras de monitoramento.
A reportagem apurou que o caso foi registrado pela diretora da escola municipal de educação básica Camila Tomashinsky, que esteve na delegacia no final da tarde, informando que havia sido procurada uma cuidadora responsável pelo acompanhamento do aluno, que foi diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Essa cuidadora informou que vinha presenciando agressões supostamente praticadas pela professora contra algumas crianças da sala e que na sexta-feira (14), a investigada teria jogado o menino autista no chão.
De acordo com ela, na ação a vítima bateu a cabeça e sofreu um inchaço na região. Entretanto, a professora teria informado à mãe do menino, que ele teria se lesionado ao cair de um brinquedo.
Tapas
Devido à gravidade da situação, após a denúncia a própria diretora passou a monitorar as imagens captadas pela câmera instalada na sala de aula dessa professora, desde o período de entrada dos alunos.
Ainda de acordo com ela, na segunda-feira, por volta das 15h30, a investigada foi vista pelas câmeras, colocando o mesmo aluno autista em um canto da sala. Em seguida, ela teria desferido diversos tapas no rosto dele.
Presenciando a cena, a diretora foi imediatamente para a sala de aula e ao abrir a porta, a vítima correu na direção dela e a abraçou. Segundo a diretora, o menino apresentava sangramento no nariz.
Negou
Ele foi retirado da sala e ao ser questionada, a professora negou que tivesse agredido a criança, alegando que ela teria batido o nariz na porta enquanto corria. Mesmo sendo informada que estava sendo monitorada pelas câmeras, a investigada persistiu negando as agressões.
Segundo o que foi informado à polícia, as agressões ocorridas na segunda-feira também foram testemunhadas pela cuidadora que acompanha a criança e os fatos foram relatados à Secretaria Municipal de Educação e à mãe do aluno, para providências.
O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal e um inquérito deve ser instaurado. Após obter as imagens, as partes devem ser chamada para serem ouvidas.
Providências
A reportagem já pediu informações à assessoria de imprensa da Prefeitura sobre as providências a serem tomadas pela Secretaria Municipal de Educação e aguarda retorno.
