Polícia

Professora é denunciada à polícia por agredir aluno de 3 anos em escola de Araçatuba

Teria jogado menino autista no chão, fazendo com que batesse a cabeça, e desferido tapas no rosto dele até o nariz sangrar; profissional foi afastada pela Prefeitura

Lázaro Jr. - Agência Trio Notícias
18/08/26 às 05h27

Uma professora de 48 anos, da rede municipal de ensino de Araçatuba (SP), será investigada pela polícia, acusada de ter agredido um menino de 3 anos, dentro da escola na qual ela trabalha. Parte das agressões teriam sido gravadas por câmeras de monitoramento.

A reportagem apurou que o caso foi registrado pela diretora da escola municipal de educação básica Camila Tomashinsky, que esteve na delegacia no final da tarde, informando que havia sido procurada uma cuidadora responsável pelo acompanhamento do aluno, que foi diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista). 

Essa cuidadora informou que vinha presenciando agressões supostamente praticadas pela professora contra algumas crianças da sala e que na sexta-feira (14), a investigada teria jogado o menino autista no chão.

De acordo com ela, na ação a vítima bateu a cabeça e sofreu um inchaço na região. Entretanto, a professora teria informado à mãe do menino, que ele teria se lesionado ao cair de um brinquedo.

Tapas

Devido à gravidade da situação, após a denúncia a própria diretora passou a monitorar as imagens captadas pela câmera instalada na sala de aula dessa professora, desde o período de entrada dos alunos.

Ainda de acordo com ela, na segunda-feira, por volta das 15h30, a investigada foi vista pelas câmeras, colocando o mesmo aluno autista em um canto da sala. Em seguida, ela teria desferido diversos tapas no rosto dele.

Presenciando a cena, a diretora foi imediatamente para a sala de aula e ao abrir a porta, a vítima correu na direção dela e a abraçou. Segundo a diretora, o menino apresentava sangramento no nariz.

Negou

Ele foi retirado da sala e ao ser questionada, a professora negou que tivesse agredido a criança, alegando que ela teria batido o nariz na porta enquanto corria. Mesmo sendo informada que estava sendo monitorada pelas câmeras, a investigada persistiu negando as agressões.

Segundo o que foi informado à polícia, as agressões ocorridas na segunda-feira também foram testemunhadas pela cuidadora que acompanha a criança e os fatos foram relatados à Secretaria Municipal de Educação e à mãe do aluno, para providências.

O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal e um inquérito deve ser instaurado. Após obter as imagens, as partes devem ser chamada para serem ouvidas.

Providências

A reportagem já pediu informações à assessoria de imprensa da Prefeitura sobre as providências a serem tomadas pela Secretaria Municipal de Educação e aguarda retorno.

Prefeitura determina o afastamento da professora

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação reforça que após constatar a conduta incompatível com o ambiente escolar e com os protocolos de proteção aos estudantes, a direção da escola dirigiu-se imediatamente à sala de aula e interrompeu a situação.

Além disso, adotou as providências necessárias para garantir a segurança e a integridade do aluno; a mãe dele foi chamada à escola e informada sobre o ocorrido; e a Secretaria foi comunicada imediatamente.

“A responsável pelo aluno acionou a Polícia Militar e, posteriormente, acompanhada pela diretora da unidade, compareceu à Delegacia de Polícia para registrar o Boletim de Ocorrência. As autoridades competentes poderão apurar os fatos na esfera criminal” , informa em nota.

Afastada

Segundo o que foi informado, no âmbito administrativo, foi determinado o afastamento imediato da professora das atividades em sala de aula, como medida preventiva e de proteção aos estudantes.  “A situação também será objeto de apuração administrativa, com a análise das imagens e das demais informações disponíveis, assegurados o direito de defesa e o devido processo legal" , consta na nota.

A secretaria ressalta ainda que não compactua com qualquer forma de violência, agressão, constrangimento ou tratamento inadequado contra estudantes, especialmente crianças e adolescentes que necessitam de atenção e cuidados específicos. “A proteção dos alunos e a garantia de um ambiente escolar seguro, acolhedor e respeitoso são princípios inegociáveis da rede municipal de ensino” , afirma.

Protocolos

A Secretaria Municipal de Educação informa que reforçará, junto às equipes gestoras e aos profissionais da rede, os protocolos de identificação, comunicação e encaminhamento de situações que possam representar risco à integridade física ou emocional dos estudantes.

“O caso continuará sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Educação, que prestará as informações necessárias aos órgãos responsáveis pela apuração e adotará todas as medidas administrativas cabíveis a partir dos resultados das investigações” , cita.

A nota termina informando que a prioridade da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação é assegurar a proteção do estudante, o apoio à família e a manutenção de um ambiente escolar seguro para todos.

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