Cotidiano

Inovação e tecnologia em sala de aula

Evento discutiu inserção de ferramentas tecnológicas para aprimorar educação dos jovens nas escolas

Hugo Rocha - Hojemais Araçatuba
15/11/19 às 11h08

O debate sobre o uso da tecnologia como aliada daa educação em sala de aula permeou o debate do Innovation Day, evento que reuniu mais de 300 pessoas na palestra “Educação 4.0: A era da transformação digital chegou!”. Realizado pelo colégio SEB Thathi e a Conexia, a palestra reuniu professores da rede pública, particular, pais e comunidade na última segunda-feira (11).

Quem conduziu a conversa foi Sandro Bonás, diretor-geral e CEO da Conexia Educação, braço do Grupo SEB nos assuntos de tecnologia e inovação educacional.

Em entrevista ao Hojemais Araçatuba, o profissional apresentou algumas questões referentes ao tema.

Inovação
A tecnologia tem duas partes muito importantes. Primeiro, é o engajamento do aluno, usando a gamificação; o outro é o dado e a informação. Para a gente sair daquela sala de aula tradicional, onde o professor ensina e o aluno memoriza, e entrar numa sala de aula nova, que desenvolve habilidades e competências, a gente precisa usar a tecnologia para entender, de uma maneira mais diagnóstica, o comportamento do aluno para fazer uma intervenção pedagógica mais adequada.

Numa sala de aula muito grande, é impossível ter uma escola para cada aluno, onde você precisa entender o repertório passado do aluno, as necessidades dele e fazer uma intervenção adequada. Então a tecnologia é muito importante nesse processo. Você conta com plataformas, com ferramentas novas para ajudar tanto os alunos, como professores.

Pais
Tem dois pontos muito relevantes: as famílias, que precisam estar preparadas para o novo, e a formação de professores. A gente tem que trazer a todo instante a família para dentro. Para fazer essa mudança de mindset, não podemos afastar a família, a gente tem que trazê-las para o debate.

Elas (famílias) têm que perceber os resultados de aprendizado dos filhos e aí tem várias formas de trazer evidências de aprendizados. Não é só com a prova que a gente faz lá com as questões alternativas. É possível avaliar com os alunos trabalhando em grupo, com projetos, mostrando o resultado do trabalho.

As famílias têm que estar mais perto da escola do que antes, vendo todo o resultado de trabalho e projetos. Se as famílias não confiarem no trabalho das escolas, elas não darão o suporte necessário.

EAD
Na verdade a gente perdeu uma oportunidade histórica no Brasil de fazer uma educação de qualidade no ensino superior com o EAD (Educação a Distância), ou a tecnologia para personalizar a educação e não ao contrário.

O EAD nas universidades foi muito utilizado para você pegar um professor e replicar ele para todo mundo. Todos os alunos que entravam na plataforma tinham a mesma coisa, e aí não se usou o potencial e os diferenciais que a tecnologia pode fazer para personalizar a educação.

O que propomos aqui é diferente. Cada aluno vai poder ter uma trajetória diferente, uma experiência de aprendizado diferente, com base nos objetivos que fazem sentido para ele e sua família. E assim só a tecnologia consegue fazer, se não teria que ter um professor para cada aluno.

Nesse formato, o professor passa muito mais a ser um médico, que vai olhar os resultados referentes ao aluno e sua jornada e aí sim vai dar um “remédio” baseado nos dados que a tecnologia está passando para ajudar na aprendizagem.

Araçatuba
Aqui em Araçatuba a gente tem para o ano que vem uma educação bilíngue, que vem em um formato diferente do que o ensino de idiomas tradicional, porque ele também tem a memorização no ensino de idioma tradicional, ele aprenderá inglês por meio de projetos, experimentando a vivência do aluno. A gente vai trazer para o ano que vem uma plataforma de coading, onde os alunos a partir de 6 anos começam a fluência digital, programação e ter pensamento crítico.

Faixa etária
Cada faixa etária tem estímulos diferentes e necessidades diferentes. O ensino médio hoje está muito mais focado ainda, porque é uma questão de educação e mercado, voltados ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Não vamos nem discutir o mérito se é bom ou se é ruim isso.

Na educação básica, a gente já consegue focar na habilidade básica e no pensamento. Com foco no conhecimento crítico, por exemplo. Agora no ensino médio existem outros tipos de plataformas, também ajudamos o aluno a resolver questão de vestibular.

Nós temos no AZ, que é uma das metodologias que a gente usa, a escola na palma da mão do aluno. Então tem assistente com inteligência artificial. O aluno fazendo a lição em casa, não consegue entender a resolução de um exercício, ele vai no aplicativo e vê a resposta. Então a gente ajuda a engajar o aluno a ver que o erro é uma oportunidade de melhoria.

 

Sandro Bonás, diretor-geral e CEO da Conexia Educação (Foto: Divulgação)
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