Cotidiano

Lins registra a maior temperatura já medida no Estado de SP

Cidade, localizada a 95 quilômetros de Araçatuba, registrou, na tarde de hoje (7), 43,5ºC

Da redação - Hojemais Araçatuba
07/10/20 às 17h23
Posto de maior temperatura medida em SP era de Iguape, com 43ºC, em 1933 (Foto: Banco de imagens)

Com 43,5°C, às 15h desta quarta-feira (7), Lins (SP) - distante a 95 quilômetros de Araçatuba -, registra a maior temperatura do Estado, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). 

Até então, o posto de maior temperatura medida em São Paulo era de Iguape, cidade no litoral sul de São Paulo, que registrou 43,0°C em 1933.

Iguape sustentou o posto de maior temperatura do estado de São Paulo por 87 anos, até o Brasil viver esta histórica onda de calor nesse início de primavera.

Segundo o Climatempo, 2020 ficará marcado como o ano de extremos. Em fevereiro, a cidade de São Paulo teve o maior acumulado de chuva para o período desde o início das medições do Inmet, em 1943. 

Ainda segundo o Inmet, em setembro, a cidade de São Paulo teve a maior média de temperatura da história com 29°C, 5°C acima do normal para o mês. 

"O calor extremo também foi destaque no início do mês de outubro. Isso porque a cidade de São Paulo encostou no recorde absoluto de calor no dia 2, com 37,4°C que agora é a segunda maior temperatura registrada na capital paulista . A maior temperatura registrada pela estação do Inmet no Mirante de Santana foi de 37,8°C no dia 17 de outubro do ano de 2014", informou o Climatempo. 

Neste ano, os valores extremos de calor ocorreram por conta da persistência de bloqueios atmosféricos, são sistemas de alta pressão muito intensos que atuam como uma barreira e impedem o avanço de frentes frias. Se não tem frente, não tem massa de ar polar, por isso as temperaturas não caiam.

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 Setembro foi o mês mais quente da história, segundo serviço meteorológico europeu

Os cientistas do C3S (Copernicus Climate Change Service) revelaram nesta quinta que setembro de 2020 foi o mês mais quente que se tem registro. O recorde anterior era de setembro de 2019, 0,05°C inferior ao registrado este ano. No Brasil, esse recorde traduziu-se em temperaturas acima da média ao longo do mês passado e que continuam em outubro, culminando em um alerta de risco de morte emitido pelo Inmet.

"Esta onda de calor que se instalou no Brasil no final de setembro e nos primeiros dias de outubro de 2020 será amplamente estudada pela academia porque está reescrevendo a climatologia de temperaturas no País, batendo recordes de calor de mais de cem anos", afirma a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo.

Ela explica que a onda de calor se espalhou pelo Brasil, mas atinge com mais severidade o centro-oeste e o Estado de São Paulo. "O dia 6 de outubro marcou o 11° dia consecutivo em que o interior paulista registrou temperaturas acima de 40°C."

A depender da influência de fenômenos climáticos como La Niña nos meses restantes, há chances de que 2020 se torne o ano global mais quente de que se tem registro. O recorde é de 2016.

Mas os cientistas do C3S revelaram ainda que tanto 2016 quanto 2020 apresentam anomalias de temperatura média global bastante semelhantes.

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