Opinião

Copa 2026 - Alemanha

Armação ou ironia do destino?

Hélio Consolaro*
02/07/26 às 14h49
Imagem: Divulgação

O primeiro jogo da Alemanha na Copa do Mundo foi Curaçao, uma ilha do Caribe, turística. Timinho qualquer. Marcou o mesmo placar de 7 a 1 de 2014 em jogo com a seleção brasileira. Todos os times tremeram: Alemanha, a terrível, voltou.

Naquela noite, na mesa de debates da globo estava Felipe Scolari, técnico da seleção brasileira que levou a mesma goleada da Alemanha. Armação ou ironia do destino?

Olhei na TV e me deu dó. Não ia ter jeito da mesa debatedora fugir do assunto, fazer ouvidos moucos. Virou, mexeu, pá! “E a Alemanha de 2014, Felipão?”.

Apagão, conversa de vestiário, possibilidade de acontecer com qualquer time. 7 a 1 ou 1 a 0 são a mesma coisa. Foram argumentos do Felipão.

No outro dia, Felipão não fazia mais parte da mesa de debates do programa de André Rizek.

Nas rodadas seguintes, Alemanha perdeu do Equador e do Paraguai. Voltou para casa. Era a maldição de 2014, bateu demais, Deus não gostou.

Vereador de Araçatuba praticava rachadinha

A operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (30/6/2026) teve como alvo o gabinete do vereador Damião Brito (REDE), na Câmara Municipal de Araçatuba, e a residência do parlamentar. Os mandados de busca e apreensão fazem parte de um inquérito que investiga uma denúncia de suposta prática de "rachadinha" — desvio de parte dos salários de assessores em benefício de agentes públicos. 

A investigação foi instaurada após denúncia apresentada, em outubro de 2025, pela ex-chefe de gabinete do vereador, a psicóloga Jéssica Piccinin. Segundo o relato dela, foi informada de que receberia salário de R$ 2,5 mil, mas descobriu que seu vencimento oficial seria superior a R$ 13 mil, levantando suspeitas sobre a destinação da diferença (SITES JORNALÍSTICOS DE ARAÇATUBA).

Tal vereador não foi cassado por seus pares na época da denúncia. Levantou-se a hipótese de que havia mais vereadores fazendo o mesmo na Câmara Municipal de Araçatuba. Em outubro de 2025, puseram uma pedra sobre o assunto e o vereador continuou o seu mandato. Deve ter pensado: “Dessa escapei”.

Mas Damião não sentiu o compromisso do perdão. Ou tinha mais algum e o parlamentar da REDE ameaçou denunciá-lo ou denunciá-la, pois há duas vereadoras mulheres. Dessa ameaça, não tenho conhecimento.

E assim continuou a jogar pedra na situação, chegando a ser radical. Assim, alguém da situação gritou: “vamos pôr fogo no rabo de palha dele?”. E assim surgiu a situação atual.

Como dizia minha avó, que lia Nicolau Maquiavel, quem tem rabo de palha não deve pôr fogo em rabo alheio. Em política, quando o adversário não tem rabo de palha, dê um jeito de por um nele. Guardaram o rabo de palha do Damião para momento oportuno. Estão usando agora.

Foto: Divulgação

Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro das academias de letras de Araçatuba, Andradina, Penápolis e Itaperuna.

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação

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