Polícia

Polícia Civil descobre fábrica clandestina de mel falsificado no São José

Equipe do GOE/Deic foi ao local após denúncia de que imóvel desabitado serviria para o armazenamento de drogas

Agência Trio Notícias
02/07/26 às 15h31
Foram apreendidas várias garrafas com o produto feito à base de açúcar (Foto: Lázaro Jr.)

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) apreendeu nesta quinta-feira (2), várias garrafas com melaço aparentemente produzido com açúcar, encontrado em uma casa no bairro São José, onde funcionava uma fábrica clandestina de mel falsificado. Não havia ninguém no imóvel.

O local foi descoberto por equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que recebeu denúncia anônima de essa casa, na rua Fundador Paulino Gato, seria utilizada como "casa bomba", destinada ao armazenamento de entorpecentes.

Chegando ao endereço indicado, a equipe constatou tratar-se de um imóvel desabitado, em aparente estado de abandono. Em vistoria ao local não foram encontradas substâncias entorpecentes ou outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.

Porém, para a surpresa dos policiais, descobriu-se que essa casa estava sendo utilizada como uma fábrica clandestina destinada à produção de mel artificial, apesar de funcionar em condições totalmente precárias de higiene e salubridade.

Foto: Divulgação

Insalubre

Segundo a polícia, no interior do imóvel havia diversos insumos, produtos químicos, um tambor, recipientes e materiais empregados no preparo, refino e fabricação do produto alimentício falsificado, produzido à base de açúcar.

Foram recolhidas várias embalagens vazias de açúcar, além do produto já envasado e pronto para distribuição. Também havia garrafas de cachaça sujas e vazias, que aparentemente seriam lavadas em um tanque existente no local, para serem utilizadas no armazenamento do melaço.

Havia um saco com garrafas vazias (Foto: Lázaro Jr.)

Investigação

O local foi preservado pelos policiais, que acionaram a Vigilância Sanitária e o Instituto de Criminalística para realização de perícia e demais providências antes do recolhimento de todo material, que foi apreendido e levado para o plantão policial.

Entretanto, devido à natureza dos produtos e visando à proteção da saúde pública, parte dos objetos apreendidos foi entregue ao fiscal da Vigilância Sanitária, para posterior destruição, mediante os procedimentos administrativos pertinentes.

Não havia ninguém no imóvel e a polícia tentará identificar quem seriam os responsável pelos produtos apreendidos. Em tese, será investigada a prática de crimes contra as relações de consumo e/ou contra a saúde pública.

A reportagem já pediu informações à assessoria de imprensa da Prefeitura sobre as providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária.

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