Polícia

Polícia Civil de Birigui detém suspeito de aplicar golpes em plataformas de e-commerce

Investigado por suspeita de tráfico de drogas mantinha em casa eletrodomésticos e ferramentas em nome de terceiros

Agência Trio Notícias
30/06/26 às 11h25
Foram apreendidos eletrodomésticos e ferramentas novos, com etiquetas de envio em nome de terceiras pessoas (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Birigui (SP) deteve na manhã desta terça-feira (30), um homem de 35 anos, suspeito de cometer crimes de estelionato mediante desvio de mercadorias de plataformas de e-commerce com utilização de documentos de terceiros. Na casa dele também foram apreendidas porções de maconha, mas ele negou o tráfico de drogas.

Equipe da Delegacia do Município chefiada pelo delegado Eduardo Lima de Paula foi até o endereço do investigado para cumprimento a mandado de busca e apreensão, justamente por haver uma investigação em curso para apurar eventual prática do tráfico de drogas.

Durante a vistoria no imóvel, na presença do investigado, foram apreendidas duas porções de maconha que estavam em um pote na cozinha, junto com uma balança de precisão, uma máquina de cartões de crédito e R$ 60,00 em dinheiro.

Estelionato

Porém, como a ordem judicial autorizava a análise prévia dos aparelhos eletrônicos do investigado, uma varredura preliminar no computador dele apontou evidências de crimes patrimoniais eletrônicos. Segundo a polícia, foram localizados diversos arquivos com dados fraudulentos de terceiros.

Além disso, havia na casa vários eletrodomésticos e ferramentas novos, com etiquetas de envio em nome de terceiras pessoas. Para a polícia, essas evidências indicam que o investigado estaria utilizando dados bancários falsos em plataformas de e-commerce, para desviar mercadorias e revendê-las no mercado informal.

Dando sequência às buscas, os policiais apreenderam uma réplica de arma de fogo, um HD externo, um pendrive e três celulares, dos quais, o investigado recusou a fornecer as respectivas senhas de acesso.

Admitiu

Segundo a polícia, em conversa informal o investigado admitiu que estava praticando estelionato eletrônico, mas negou estar comercializando entorpecentes. Já na delegacia, acompanhado de um advogado, ele optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio, para se manifestar apenas em juízo.

Assim, após ser ouvido ele foi liberado, porém, os materiais foram apreendidos para serem encaminhados para perícia e extração dos dados dos aparelhos eletrônicos. Um inquérito será instaurado para a continuidade das investigações e possível identificação das vítimas das fraudes.

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