A informação passada, inicialmente, era de que o menino precisava estar matriculado numa creche do município – a que ele estudava era apenas conveniada.
Em outubro de 2019, a mãe trocou o menino de escola, matriculando-o no pré 1 da escola municipal Darcy Garcia Gavira, no bairro Thereza Maria Barbieri. No entanto, o menino continuou sem o acompanhante.
No dia 28 de janeiro deste ano, ela levou os laudos à direção da escola, com um requerimento, pedindo formalmente o cuidador. Ela também buscou auxílio do Conselho Tutelar nesse processo.
“A informação que me passaram é que, mesmo com os laudos, meu filho passaria por uma avaliação da escola e que eu seria informada da data. Essa avaliação foi feita sem que eu soubesse e me disseram que iriam me dar uma devolutiva sobre a cuidadora, o que ainda não ocorreu”, contou a dona de casa.
Menos tempo
A escola, segundo a mãe, possui uma cuidadora, que é estagiária, porém ela é contratada para auxiliar no que a escola precisar, não especificamente para o seu filho, conforme prevê a lei federal.
Nesta quinta-feira (10), a professora da sala pediu ainda que a dona de casa começasse a buscar o menino mais cedo, pois como ele é bastante ativo, a escola não dá conta de ficar com ele no horário de saída convencional, já que tem outras dezenas de crianças para cuidar.
O pedido revoltou a mãe. “Eu levar ele das 7h às 10h todos os dias não faz sentido. Ele já precisa de apoio na aprendizagem e ainda querem reduzir o tempo dele na escola?”, questiona a mãe.
Também houve pedido para que a mãe ficasse na escola até o portão fechar, porque a direção tem medo que o menino vá para a rua, o que demonstra que ele não possui um cuidador.