Comunicação
Mesmo os ritos sendo realizados em japonês, o monge quer aprender mais a língua portuguesa. Ele é casado com uma brasileira e se encantou pelo Brasil após conhecer um morador da comunidade rural Yuba, de Mirandópolis.
A reverenda Koun também se esforça para aprender o novo idioma. “Tenho que estudar mais o português. Eu faço meu melhor para celebrar em português, mas é ainda um pouco difícil”.
Ela chegou no País há quatro anos, morou em São Paulo e veio para Araçatuba há poucos meses. A monja conheceu o budismo aos 23 anos e aos 44 anos se tornou mestre.
O esforço para se comunicar com a comunidade fica ainda mais evidente com o cartão que Koun distribui para quem ela acaba de conhecer. Lá, ela coloca suas principais características, como ator favorito (Brad Pitt), bebida (chá com leite), seu envolvimento com a arte, música que gosta de ouvir (Elis Regina, David Bowie e The Beatles).
Além disso, ela mantém um site com algumas informações (koun18.com) e vídeos no YouTube (a maioria em japonês), que podem ser acessados diretamente da sua página.
Pessoas comuns
Na escola Shin, seguida pelos monges Koun e Shimizu, não há necessidade de raspar a cabeça e ambos são casados “O nosso budismo é para as pessoas comuns, os monges podem ter cabelo, ter uma família. É bem diferente, é para todas as pessoas. Mesmo as pessoas comuns podem se tornar um Buda”, conta a reverenda, que tem duas filhas, de 15 e 19 anos.
