Os motoristas da TUA (Transportes Urbanos Araçatuba) decidiram em assembleia na manhã desta segunda-feira (14), entrar em estado de greve. Em votação, ficou decidido que se dentro de 72 horas eles não receberam o que ainda é devido referente aos salários de março, o serviço de transporte coletivo será suspenso por tempo indeterminado na cidade.
Segundo o que foi informado pelo presidente do sindicato da categoria, Bruno Arantes, os funcionários da empresa receberam apenas metade do salário do mês passado. Ele aguardaram até esta segunda-feira e, como não houve nenhuma previsão para o pagamento do restante, decidiram parar por duas horas, a partir das 10h20, e realizar a assembleia.
A reportagem acompanhou a paralisação, que foi realizada com apoio de parte dos usuários do serviço. Porém, alguns usuários questionaram o fato de o serviço ter sido temporariamente suspenso em horário de pico.
O presidente do sindicato comentou que entende que os usuários precisam do serviço funcionando, porém, também é preciso que os trabalhadores tenham pelo menos o direito ao pagamento dos salários, que já é baixo, de acordo com ele.
Subvenção
A direção da empresa já havia anunciado no final de março que dependeria do repasse feito pela Prefeitura por meio de subvenção, para manter o funcionamento do serviço. Durante 18 meses o município repassou R$ 200 mil mensais para a TUA, para ajudar a custear o serviço do transporte coletivo, que é uma obrigação da Prefeitura.
Entretanto, a última parcela de R$ 200 mil foi paga no início de março. Na segunda-feira passada a Prefeitura anunciou um acordo com a Câmara, para elevar essa subvenção mensal para R$ 450 mil, atendendo o pedido da empresa.
Para isso, ficou definido que a Câmara irá antecipar R$ 150 mil mensais referentes à devolução do duodécimo, que é dinheiro repassado anualmente para custeio das atividades do Legislativo Municipal, e o município complementará com os R$ 300 mil restantes.
Votação
Enquanto o projeto não for aprovado, a Prefeitura não tem como fazer o repasse do dinheiro para a empresa. Ele já está na Câmara desde a semana passada e deve ser lido na sessão desta segunda-feira. Porém, não há previsão de data para votação.
Segundo o Legislativo Municipal, ele não foi encaminhado com pedido de urgência porque os vereadores querem estudá-lo melhor, apesar de boa parte dos parlamentares ter participado da reunião que decidiu pelo repasse da própria Câmara para ajudar no pagamento do subsídio.
