“Nós estamos abrindo a discussão democraticamente. Queremos que os municípios, que estão assumindo o compromisso de estar avançando na atenção da Saúde na região, nos coloque quais são as suas propostas. Se essas propostas forem colocadas na Oficina, existe o compromisso do Estado, o compromisso do governador Tarcísio de Freitas, de que onde for identificado vazio assistencial, onde identificarmos que há a necessidade de colocar recursos, será colocado para aumentar a eficiência do atendimento e não termos um vazio assistencial em nenhuma região do Estado”.
Estas foram as palavras do secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, ao ser questionado pelo Hojemais Araçatuba sobre a possibilidade de instalação do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Cirúrgico em Araçatuba e de um AME em Penápolis, durante a visita a Araçatuba nesta quinta-feira (13).
Ele participou da abertura da Oficina de Regionalização da Saúde - Macrorregional de Araçatuba, realizada no auditório do Unisalesiano (veja a galeria de fotos) . O projeto busca reorganizar as unidades de saúde e investimentos de acordo com as necessidades e demandas de cada região. Estiveram presentes representantes dos 40 municípios do DRS-2 (Departamento Regional de Saúde) de Araçatuba, que voltam a se encontrar nesta sexta-feira para a segunda etapa da Oficina.
Em conversa com a imprensa, Eleuses Paiva explicou que nesses dois dias, todos os municípios deverão apontar os gargalos e as dificuldades para prestar atendimento, além de informar a capacidade instalada de Saúde que possuem. De acordo com ele, essas informações serão cruzadas com a demanda histórica da região, para ser ter uma ideia do que será preciso para diminuir as filas de atendimento e solucionar os problemas.
Desequilíbrio
Ainda segundo o secretário, o levantamento feito até agora aponta que de 30% a 35% dos leitos dos hospitais de alta complexidade, como a Santa Casa de Araçatuba, estão ocupados por pacientes que demandam atendimento de média complexidade. Em contrapartida, os HPPs (Hospitais de Pequeno Porte), que são os com até 60 leitos e que podem fazer esses atendimentos de média complexidade, trabalham com ocupação média de 20%.
“A proposta do governo do Estado é estar reativando os Hospitais de Pequeno Porte, fazendo com isso, que esses hospitais voltem a atender essa demanda. Se esses hospitais aumentarem essa demanda, com certeza vai tirar a pressão que nós temos dos hospitais de alta, o que vai fazer as filas andarem nas duas frentes, alta e média complexidade”, explicou.
Mirandópolis
Na região, um dos exemplos citados pelo secretário foi o Hospital Estadual de Mirandópolis, que tem 99 leitos, mas hoje 63 estão em funcionamento. Em visita recente à cidade, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que seria lançado um chamamento público para contratação de pessoal para reativar os outros leitos.
“Nós vamos colocar os outros 36 leitos que não estão em funcionamento para funcionar. Para isso, estamos fazendo um investimento principalmente na área de recursos humanos, para termos profissionais capacitados para poder funcionar todos os leitos e também o pronto-socorro do hospital”, informou.
Esse processo, de acordo com Eleuses Paiva, deve ser concluído em até 60 dias. Além desse hospital, o Estado calcula que na regional de Araçatuba, composta por 40 municípios, haja outros 11 hospitais de pequeno porte que podem ser reativados para atender a demanda. De acordo com ele, se cada um puder acrescentar de 35 a 40 leitos, seriam pelo menos 400 leitos a mais para atender a demanda.
“Nós temos que identificar qual a dificuldade de cada um dos hospitais. A dificuldade é a estrutura que nós temos dentro do hospital, é Centro Cirúrgico? De acordo com a identificação do problema de cada um desses hospitais, o governo do Estado pretende uma repactuação, para estar injetando recursos para ter todos os leitos funcionando na plenitude”, afirmou.
