Cotidiano

Música é utilizada como ferramenta terapêutica nas unidades da Saúde Mental de Araçatuba

Projeto faz parte dos serviços executados pela Zatti Saúde, do Unisalesiano, em parceria com a Prefeitura

Da Redação - Hojemais Araçatuba
28/04/25 às 19h15
Foto: Divulgação

Muito além do ensino tradicional de violão, a musicalização tem o poder de promover bem-estar, vínculos afetivos e expressão criativa, além de fortalecer a autoestima e interação social. Esses são os principais pilares da oficina de música oferecida em unidades da Saúde Mental de Araçatuba.

O projeto faz parte dos serviços executados pela Zatti Saúde, do Unisalesiano, em parceria com a Prefeitura de Araçatuba, e utiliza a música como ferramenta terapêutica, respeitando as singularidades de cada participante e adaptando-se às suas necessidades.

A atividade é desenvolvida nos CAPs (Centro de Atenção Psicossocial) Infantil, CAPs AD e CAPs Adulto, Ceaps (Centro Especializado em Atenção Psicossocial) e residências terapêuticas Beija-Flor e Violetas. 

Ministrada pelo músico, psicólogo e oficineiro Glauco Pacheco, a oficina é um espaço de acolhimento e criação, onde o foco não está na técnica ou no domínio do instrumento, mas sim na vivência coletiva e no fortalecimento subjetivo.

Os participantes são convidados a compor músicas, participar de rodas de violão, de karaokês e de outras expressões espontâneas, permitindo que eles deem voz a sentimentos muitas vezes silenciados no cotidiano.

Sem roteiro

Em nota divulgada à imprensa, Pacheco explica que a dinâmica das aulas não segue um roteiro fixo. Ele conta que primeiro busca conhecer o atendido, ouvindo-o e compreendendo sua história, sem julgamentos ou rótulos, para depois decidir como será a aula. “Diante disso, escolhemos como se vamos compor juntos, aprender o instrumento ou cantar” , informa.  

Se a opção for por compor, o aluno é incentivado a dar voz aos sentimentos, a ressignificar suas dores. Se quiser aprender o instrumento, o facilitador ensina a música “O Sol”, da banda Jota Quest, cuja letra fala para não ouvir seu medo e sua dor e ir em direção ao seu sol. 

No entanto, se tocar a música seja um grande desafio, o foco se torna no ritmo ou brincadeiras lúdicas que despertam o artista escondido em cada um. 

Música que acolhe

O oficineiro explica que o pilar fundamental da oficina é dar voz aos atendidos. “Muitas vezes, eles propõem as atividades e um ensina o outro, trabalhando autonomia e potencialidades” , comenta.

Com isso, segundo Pacheco, os que já estão há algum tempo fazendo aula, ensinam os novatos e a interação já ocorre por si só. “A oficina trabalha toda a potencialidade da música, não olhando apenas para a técnica, e sim tudo o que ela pode alcançar” , destaca.

Instrumento terapêutico

Para a coordenadora da Saúde Mental da Zatti Saúde, Lucila Bistaffa, a oficina é um exemplo potente de como a arte pode ser um instrumento terapêutico transformador. “A música tem o poder de atravessar barreiras que, muitas vezes, as palavras não conseguem” , explica. 

Ainda de acordo com ela, a oficina é a construção de um espaço de cuidado que respeita a singularidade, onde a arte se torna uma aliada fundamental no processo de cuidado em saúde mental.

Sobre a Zatti Saúde 

A Zatti Saúde é uma filial da MSMT (Missão Salesiana de Mato Grosso), que atuará no gerenciamento de serviços essenciais de atendimento à população, em conjunto com a Prefeitura de Araçatuba. 

O convênio com a Administração Municipal foi firmado neste ano, com o objetivo de prestar serviços na RAPS e na APS (Atenção Primária em Saúde).

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