Cotidiano

Pandemia atrasa chegada de remédio e enfermeira com câncer tem quadro agravado

Ela conseguiu na Justiça que a Prefeitura pagasse pelo medicamento; importação atrasou por voos cancelados

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
31/05/21 às 14h50

Uma enfermeira de 52 anos, moradora em Araçatuba (SP), está vivendo uma verdadeira saga para conseguir dar sequência ao tratamento de um câncer raro no pulmão descoberto há mais de um ano.

Em março deste ano ela conseguiu na Justiça uma liminar determinando que a Prefeitura comprasse o medicamento Osimertinibe, entretanto, até hoje ela ainda não recebeu, apesar de o município já ter cumprido a determinação.

“O problema está sendo de entrega, pois há alguns voos vindos da Índia sendo cancelados. Porém, há previsão de chegar na próxima semana”, informou a administração municipal em nota da assessoria de imprensa.

A enfermeira conversou com a reportagem na semana passada, devido à dificuldade em conseguir informações sobre a entrega do medicamento. De acordo com ela, a estimativa era de que ela o recebesse entre os dias 20 e 25 de maio, o que não aconteceu.

Tratamento

A enfermeira foi diagnosticada no início do ano passado com adenocarcinoma de pulmão, com mutação de EGFR. Ela contou que após descobrir o problema de saúde fez o tratamento no CTO (Centro de Tratamento Oncológico) da Santa Casa, com quimioterapia.

Entretanto, o procedimento não provocou o resultado esperado e ao procurar uma segunda opinião, a paciente foi informada de que o caso dela não aceita cirurgia. Foi então que o médico receitou o tratamento com Osimertinibe 80 miligramas.

O problema é que ela precisa tomar um comprimido por dia, mas a caixa com 30 unidades custaria mais de R$ 30 mil. Sem condições de arcar com o custo do medicamento, ela recorreu à Justiça e teve a decisão favorável da Vara da Fazenda Pública em 9 de março.

Na liminar, o juiz José Daniel Diniz Gonçalves deu dez dias de prazo para o município fornecer o medicamento na forma indicada, mediante apresentação de receituário médico, enquanto perdurar o tratamento.

Comprado

Em 29 de abril a Prefeitura comunicou à Justiça que havia concluído o processo de aquisição do medicamento com a importadora, no valor de R$ 118 mil, informando que a empresa tinha o prazo de 15 dias úteis para fazer a entrega.

Enquanto aguardava a definição sobre a aquisição do medicamento, a enfermeira fez tratamento com radiocirugia, mas o quadro clínico piorou, causando efeitos colaterais, inflamação e surgimento de água no pulmão. Por isso, ela precisou de nova quimioterapia.

Até quinta-feira (27) a paciente não tinha previsão de quando chegaria o medicamento, mas na sexta-feira (28) ela confirmou que foi informada pela Secretaria Municipal de Saúde do motivo do atraso e da previsão de entrega.

Ainda de acordo com a Prefeitura, a quantidade adquirida será suficiente para 180 dias de tratamento.

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