Cotidiano

Parquinho acessível de Araçatuba fica para 2020

Brinquedos foram doados à Prefeitura por empresário, mas base para instalação ainda precisa ser construída

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
26/10/19 às 15h10
Projeto foi elaborado por alunos do curso de arquitetura e urbanismo do Unitoledo (Imagem: Divulgação)

O parque acessível público, que pode ser o primeiro a ser implantado na região de Araçatuba, só deve virar realidade no início de 2020. Os brinquedos com acessibilidade já foram adquiridos e doados à Prefeitura de Araçatuba, porém o projeto para a construção da base que irá abrigar os equipamentos ainda precisa ser feito e a execução será colocada no orçamento do próximo ano.

O projeto de lazer, que tem nome provisório de “Parquinho Ame”, será construído na praça Getúlio Vargas. A elaboração teve início em julho do ano passado, a pedido de Paula Frameschi, mãe da Ana Luiza, criança de 6 anos que tem AME (Atrofia Muscular Espinhal), uma doença degenerativa e de origem genética.

Depois de conseguir brinquedos acessíveis para o parquinho da escola onde a filha dela está matriculada, Paula passou a se dedicar a um projeto que atendesse a coletividade e proporcionasse a inclusão.

Vários encontros foram feitos com as secretarias de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Planejamento Urbano e Habitação e Esportes, com a empresa responsável pela praça e com o Unitoledo, por meio do curso de arquitetura e urbanismo, que abraçou a causa e elaborou um projeto.

Em julho deste ano, os brinquedos, no valor de R$ 24,1 mil, foram adquiridos pelo empresário Bruno Toledo, que fez posteriormente a doação à Prefeitura. Foram adquiridos um carrossel gira-gira, um balanço vai e vem, um balanço multifuncional e uma gangorra dupla frontal, que permitem que crianças que precisam usar cadeiras de rodas brinquem com as demais.

Base construída no local terá que ser duplicada de tamanho (Foto: Aline Galcino/Hojemais Araçatuba)

Base

O espaço para o parque já foi definido, mas precisa de adequação. De acordo com o secretário municipal de Esporte, Lazer e Recreação, Sérgio Tumelero, uma plataforma de cimento de 10 x 6 metros foi construída na praça para receber outros brinquedos infantis, que foram doados pelo Clube Ipê. No entanto, esses brinquedos ainda não foram instalados porque a Prefeitura tomou conhecimento do parque acessível. A ideia é colocar os brinquedos doados pelo Clube Ipê e pelo Bruno Toledo no mesmo local, que é sombreado. Mas para isso, é preciso ampliar a base que foi construída em pelo menos mais 80 metros quadrados.

O impasse está na construção dessa base, que não estava no orçamento do município. No entanto, ao ser questionado sobre o parque acessível nesta semana, o prefeito Dilador Borges (PSDB), por meio da assessoria de imprensa, se comprometeu em fazer o projeto da base neste ano e inserir a execução no orçamento de 2020. O custo será levantado nesse projeto.

De acordo com Paula, os brinquedos ainda estão com o fornecedor, pois a aquisição contempla também a instalação. “Não podemos mandar entregar, porque além de a Prefeitura ter que instalar depois, perdemos a garantia. E hoje não tem onde instalar esses brinquedos, porque precisa dessa base”, explicou.

Praça

A praça Getúlio Vargas foi escolhida para receber o parque porque já possui espaços de lazer, como quadra, pista de skate, academia ao ar livre e área livre mantida para shows.

O projeto do parque foi elaborado pelos alunos do curso de arquitetura e urbanismo do Unitoledo, seguindo a norma 9050, da ABTN (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que dispõe sobre acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

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