Trânsito na avenida dos Araçás foi interditado pelos manifestantes (Foto: Aline Galcino)
Dezenas de estudantes, professores e aposentados de Araçatuba (SP) fizeram manifestação contra os cortes na educação básica e no ensino superior anunciados pelo governo federal.
O encontro ocorreu no início da noite desta quarta-feira, em frente à plataforma de embarque da antiga estação ferroviária, na avenida dos Araçás.
Os manifestantes se concentraram inicialmente na plataforma e após votação entre os presentes, ocuparam uma das vias da avenida. O trânsito no local foi interditado pela Polícia Militar.
Com palavras de ordem e cartazes contra o corte de recursos, estudantes e professores chamaram atenção de quem passava pelo local para as consequências do ato na qualidade da educação pública. As declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e “massa de manobra”, também foram alvo de protestos e recebeu respostas.
MEC
O governo federal afirma que os cortes na educação é apenas de contingenciamento. O MEC (Ministério da Educação) garante que o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos.
Segundo o MEC, o bloqueio preventivo atingiu apenas 3,4% das verbas discricionárias das universidades federais, cujo orçamento para este ano totaliza R$ 49,6 bilhões. Deste total, segundo o ministério, 85,34% (ou R$ 42,3 bilhões) são despesas obrigatórias com pessoal (pagamento de salários para professores e demais servidores, bem como benefícios para inativos e pensionistas) e não podem ser contingenciadas.
De acordo com o ministério, 13,83% (ou R$ 6,9 bilhões) são despesas discricionárias e 0,83% (R$ 0,4 bilhão) são aquelas para cumprimento de emendas parlamentares impositivas – já contingenciadas anteriormente pelo governo federal.
*Com informações da Agência Brasil